A Embrapa apresentará sua primeira cultivar de arroz preto com foco na gastronomia durante a 36ª Abertura da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas. O lançamento da BRS AS707 está marcado para o dia 26 de fevereiro, às 14h15, no estande institucional da empresa, com apresentação conduzida pelo pesquisador José Manoel Colombari, da Embrapa Arroz e Feijão.
A nova cultivar se destaca pelos grãos de coloração preta intensa e pela presença de compostos bioativos com potencial antioxidante, anti-inflamatório e protetor contra doenças crônicas. De ciclo médio e produtividade competitiva, a BRS AS707 alia desempenho agronômico estável a características físicas e químicas que ampliam o apelo gastronômico, mirando nichos de mercado em expansão.
Outras cultivares em destaque
Além do arroz preto, a Embrapa apresentará materiais voltados a usos específicos. Entre eles está a BRS AG, desenvolvida para produção de etanol de cereais e alimentação animal. Com grãos grandes e alto teor de amido, a cultivar permite rendimento médio de 430 litros de etanol por tonelada.
Outro destaque é a BRS 358, direcionada à culinária japonesa. Com grãos curtos e arredondados, baixo teor de amilose e textura aderente após o cozimento, é indicada para preparações como sushi. A cultivar possui ciclo médio, boa adaptação às condições do Sul do Brasil, porte baixo e resistência ao acamamento e às principais doenças.
O público também poderá conhecer a BRS 902, arroz de pericarpo vermelho com propriedades funcionais diferenciadas. De ciclo médio, apresenta produtividade superior a 7,5 toneladas por hectare em sistemas irrigados no Sul, além de alto teor de compostos bioativos e elevado rendimento de grãos inteiros.
Entre os materiais já consolidados no campo estão a BRS Pampeira, com teto produtivo superior a 12 toneladas por hectare e boa resposta à adubação, e a BRS Pampa CL, adaptada ao sistema Clearfield, com ciclo precoce, resistência à brusone e economia estimada de cerca de R$ 130 por hectare devido à menor necessidade de irrigação e aplicações fitossanitárias.
Segundo o pesquisador Ariano Martins de Magalhães Júnior, o investimento em cultivares especiais, como as de pericarpo preto e vermelho e as voltadas à culinária japonesa, representa uma oportunidade concreta de segmentação e agregação de valor. A estratégia acompanha a expansão de nichos impulsionados por mudanças nos hábitos alimentares, maior interesse por alimentos funcionais e valorização da gastronomia internacional.
