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Jovens da Resex Chico Mendes recebem capacitação em mapeamento florestal

Curso realizado pela Seagri em parceria com a Ecoporé, de Rondônia, chega à nona turma em Brasileia e prevê capacitar 165 extrativistas com recursos do BID

Por Redação ·

Jovens extrativistas da Reserva Extrativista Chico Mendes participam, nesta quinta-feira (22), de uma capacitação em ferramentas tecnológicas para mapear espécies florestais e produtos da sociobiodiversidade amazônica. A formação ocorre no Seringal Porongaba, em Brasileia, e integra as ações do programa Acre Mais Produtivo, financiado com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

A capacitação é promovida pela Secretaria de Estado de Agricultura do Acre (Seagri), em parceria com a Ecoporé, organização de Rondônia, e chega à nona turma. A iniciativa busca preparar jovens para utilizar tecnologias no levantamento de recursos naturais e na organização de informações sobre os territórios onde vivem e trabalham.

Durante o curso, os participantes aprendem a identificar espécies florestais, mapear produtos da sociobiodiversidade e delimitar os limites entre colocações. As informações podem auxiliar no planejamento da produção, na identificação de recursos disponíveis e na definição de estratégias de comercialização.

A formação também contempla jovens envolvidos em projetos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e em brigadas de prevenção e combate a incêndios florestais. O conhecimento técnico adquirido pode contribuir para as atividades de gestão territorial e conservação ambiental.

Ao todo, a iniciativa prevê capacitar 165 extrativistas nos municípios de Xapuri, Assis Brasil, Brasileia, Epitaciolândia, Acrelândia e Capixaba. O investimento é de aproximadamente R$ 154 mil.

Os recursos são provenientes do BID e estão vinculados ao programa Acre Mais Produtivo, executado por meio do Programa de Desenvolvimento Sustentável do Acre (Proamp).

A proposta é utilizar a tecnologia para ampliar o conhecimento sobre os recursos da floresta e fortalecer as atividades econômicas das comunidades extrativistas. Com informações mais organizadas sobre espécies e produtos disponíveis, os moradores podem aprimorar o planejamento produtivo e buscar melhores condições de negociação e comercialização.

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