O mercado pecuário do Acre registrou valorização dos animais de reposição entre setembro e outubro, acompanhada pela alta da arroba do boi gordo. Os dados do Boletim Técnico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Acre (FAEAC), divulgado em 9 de outubro, também mostram que 287.941 bovinos vivos deixaram o estado para outros destinos nos primeiros nove meses de 2026.
Entre as categorias de reposição, o macho de 12 meses, com peso médio de 240 quilos, passou de R$ 2,9 mil para R$ 3,3 mil, aumento de 13,8%. O boi magro, de 375 quilos, subiu de R$ 4 mil para R$ 4,5 mil, alta de 12,5%. Já o macho de oito meses, com 195 quilos, passou de R$ 2,6 mil para R$ 2,8 mil, avanço de 7,7%.
A valorização também atingiu as fêmeas. O preço médio do animal de oito meses, com 180 quilos, aumentou de R$ 1.950 para R$ 2.200, alta de 12,8%. A fêmea de 12 meses passou de R$ 2.150 para R$ 2.400, enquanto a vaca solteira, com peso médio de 330 quilos, subiu de R$ 3 mil para R$ 3,3 mil. Os valores são médias do gado nelore comercial levantadas com leiloeiros.
No mercado do boi gordo, a FAEAC aponta que a arroba manteve trajetória de alta durante agosto e setembro, com aceleração no fim do período e continuidade da valorização em outubro. O movimento ocorre em um cenário no qual o custo de aquisição dos animais também aumentou, o que torna importante acompanhar a relação entre o preço de venda do gado terminado e o investimento necessário para recompor o rebanho.
Além dos preços, os dados mostram a dimensão da movimentação de bovinos no estado. Entre janeiro e setembro, 287.941 cabeças tiveram saída interestadual, volume 1,67% inferior ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 292.824 animais. Em setembro, foram 32.659 cabeças enviadas para outros estados, queda de 26,97% em relação ao mesmo mês do ano passado.
Do total de animais que saíram do Acre em setembro, 21.698 cabeças, equivalentes a 66,4%, foram destinadas a operações envolvendo o mesmo proprietário. Outras 10.961 cabeças, ou 33,6%, tiveram como destino proprietários diferentes.
Considerando as saídas interestaduais e os abates, a movimentação contabilizada pela FAEAC chegou a 792.928 bovinos entre janeiro e setembro. Desse total, 504.987 animais foram abatidos e 287.941 saíram vivos para outros estados. O cálculo considera essas duas modalidades de movimentação e não representa, isoladamente, uma redução líquida do rebanho, que também depende de nascimentos, mortes e entradas de animais.