A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 3,48 bilhões até a segunda semana de outubro de 2026, alta de 63,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta terça-feira (13) mostram que as exportações cresceram 29,6%, alcançando US$ 12,99 bilhões, com contribuição da agropecuária e das indústrias extrativa e de transformação.
As importações também avançaram no período, com crescimento de 20,4%, totalizando US$ 9,51 bilhões. A corrente de comércio, que reúne exportações e importações, chegou a US$ 22,50 bilhões, aumento de 25,5% na comparação anual.
No acumulado de janeiro até a segunda semana de outubro, o Brasil exportou US$ 297,65 bilhões, crescimento de 11,3%. As importações somaram US$ 231,77 bilhões, alta de 6,1%. Com isso, o superávit comercial chegou a US$ 65,88 bilhões, avanço de 34,6%, enquanto a corrente de comércio alcançou US$ 529,41 bilhões.
Agropecuária tem avanço nas vendas externas
A agropecuária registrou exportações de US$ 2,62 bilhões até a segunda semana de outubro, crescimento de 21,7%. Entre os produtos que contribuíram para o resultado, as vendas de soja aumentaram 26%, enquanto as exportações de animais vivos, exceto pescados e crustáceos, avançaram 311,2%.
Também chamou a atenção o crescimento das vendas externas de centeio, aveia e outros cereais não moídos, que registraram alta de 21.244%. Em contrapartida, as exportações de milho não moído caíram 6,6%, as de café não torrado recuaram 6,5% e as de sementes oleaginosas, como girassol, gergelim, canola e algodão, diminuíram 61,3%.
A indústria extrativa apresentou o maior crescimento percentual entre os três grandes setores exportadores, com alta de 51,7% e vendas de US$ 3,62 bilhões. O resultado foi influenciado pelo aumento das exportações de minérios de metais preciosos, que cresceram 1.869,8%, de minérios de níquel, com avanço de 240,5%, e de petróleo bruto, cujas vendas aumentaram 117,7%.
Já a indústria de transformação exportou US$ 6,59 bilhões, alta de 21,3%. Entre os destaques estão a celulose, com crescimento de 69,7%, e os óleos combustíveis de petróleo, cujas vendas avançaram 227,7%. Por outro lado, as exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada recuaram 33,1%, enquanto as de açúcares e melaços caíram 35,8%.
Importações também crescem
Do lado das importações, a agropecuária registrou alta de 26,7%, com compras de US$ 190 milhões. O avanço foi influenciado pelas aquisições de produtos hortícolas frescos ou refrigerados, que cresceram 194,6%, e de soja, com aumento de 82,3%.
Na indústria extrativa, as importações aumentaram 57,5%, alcançando US$ 540 milhões. Já a indústria de transformação concentrou a maior parcela das compras externas, com US$ 8,71 bilhões e crescimento de 18,4%.
Entre os produtos industriais, destacaram-se os geradores elétricos giratórios e suas partes, com alta de 607,5% nas importações, além dos óleos combustíveis de petróleo, que avançaram 86,9%. Em sentido contrário, as compras externas de motores e máquinas não elétricos, exceto motores de pistão e geradores, caíram 75,2%.
Os dados parciais de outubro indicam que as exportações brasileiras avançaram em ritmo superior ao das importações, ampliando o saldo positivo da balança comercial. No acumulado do ano, o país mantém superávit de US$ 65,88 bilhões, sustentado pelo crescimento das vendas externas.