O Instituto de Mudanças Climáticas e Regulação de Serviços Ambientais (IMC) firmou 11 parcerias com cooperativas e associações de produtores rurais do Acre para fortalecer a produção sustentável, ampliar sistemas agroflorestais e apoiar famílias no enfrentamento aos impactos dos extremos climáticos.
Os acordos foram assinados em 23 de setembro e integram ações do Programa Global REDD para Early Movers (REM Acre Fase II). Nove deles são Termos de Colaboração, com projetos voltados principalmente à recuperação de áreas degradadas, inclusão socioprodutiva e ampliação da produtividade agroflorestal.
Entre as organizações contempladas estão a Cooperativa de Agricultura Familiar e Economia Solidária do Vale do Baixo Acre (COOPAFES), a Cooperativa de Produção Familiar e Economia Solidária de Walter Arce (COOPERARCE), a Associação de Produtores Rurais do Polo Geraldo Fleming, a Associação dos Produtores e Produtoras Agroextrativistas do Seringal Floresta e Adjacentes (ASPAFA), a Associação de Produtores Rurais do Seringal Capatará e a Associação de Moradores e Produtores Rurais do Polo Agroflorestal Dom Joaquim.
Também foram incluídas a Cooperativa dos Produtores Extrativistas de Agricultura Familiar do Caquetá, conhecida como Cooperativa Sonho Meu, a Cooperativa de Agricultura e Economia Solidária dos Produtos Rurais do Quixadá Viva (COOPERQUIXADÁ) e a Cooperativa dos Agricultores Familiares Árvore Viva (COOPERVIVA).
Os projetos têm como eixo comum o enfrentamento aos extremos climáticos, com ações de recuperação de áreas degradadas e fortalecimento das atividades produtivas. Entre os objetivos específicos estão o aumento da produtividade agroflorestal, a inclusão socioprodutiva das famílias rurais e o fortalecimento de organizações da agricultura familiar e do setor agroextrativista.
Um dos projetos, desenvolvido pela COOPERARCE, tem como objetivo a ampliação do acesso a mercados por meio da iniciativa denominada “Força Feminina em Busca de Mercado”. Já a COOPAFES e outras organizações terão projetos direcionados à ampliação da produtividade agroflorestal.
As parcerias fazem parte de um chamamento público realizado pelo IMC e devem seguir critérios de salvaguardas socioambientais e as diretrizes do REM Acre Fase II, programa que busca contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa associadas ao desmatamento e à degradação ambiental.
Os Termos de Colaboração têm vigência até 31 de dezembro de 2026 para execução dos projetos e prestação de contas.
Infraestrutura hídrica
Além dos Termos de Colaboração, o IMC firmou dois Termos de Fomento com organizações rurais para implantação de infraestrutura hídrica adaptada às mudanças climáticas.
Um deles destina R$ 260 mil à Associação de Produtores Rurais do Ramal Bela Água. O projeto pretende beneficiar 21 famílias de agricultores familiares localizadas no Ramal Costa e Silva, em Rio Branco, com sistemas de irrigação, construção de açudes e perfuração de poços.
O segundo Termo de Fomento também prevê R$ 260 mil, desta vez para a Cooperativa de Trabalho de Produção e Comercialização de Produtos Agroextrativistas da Vila Campinas, em Plácido de Castro, conhecida como COOPERAÇAÍ.
Nesse caso, os recursos serão utilizados para atender 21 famílias da zona rural da Vila Campinas, com implantação de sistemas de irrigação, açudes e poços, além do cultivo de espécies perenes no Projeto de Assentamento Pedro Peixoto.
Cada Termo de Fomento prevê o repasse dos recursos em parcela única e terá vigência de 12 meses, contados a partir da assinatura.
Ao todo, os dois projetos de infraestrutura hídrica representam R$ 520 mil em recursos previstos para ações de adaptação da produção rural às condições climáticas.
