A pecuária brasileira começou 2026 em ritmo acelerado. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística nesta terça-feira (16) mostram que o país registrou aumento nos abates de bovinos, suínos e frangos no primeiro trimestre do ano em comparação ao mesmo período de 2025. O levantamento também aponta crescimento na captação de leite e recorde histórico para o período.
O destaque ficou para os bovinos. Entre janeiro e março foram abatidas 10,29 milhões de cabeças, o maior volume já registrado para um primeiro trimestre desde o início da série histórica, em 1997. O resultado representa alta de 3,3% em relação ao mesmo período do ano passado.
A produção de carne bovina acompanhou o avanço, alcançando 2,63 milhões de toneladas de carcaças, crescimento de 5,1% na comparação anual. O desempenho foi impulsionado principalmente pelo aumento dos abates de vacas e novilhas, que cresceram 3,5% e 6%, respectivamente.
O estado de Mato Grosso manteve a liderança nacional, respondendo por 17,5% de todo o abate bovino brasileiro. Na sequência aparecem São Paulo, Goiás e Pará.
A suinocultura também apresentou desempenho histórico. O país abateu 15,27 milhões de cabeças de suínos no primeiro trimestre, alta de 5,5% sobre igual período de 2025 e o maior resultado já registrado para um início de ano. A produção de carne suína atingiu 1,43 milhão de toneladas, crescimento de 6,9%.
Santa Catarina permaneceu como principal polo produtor, concentrando 28,1% dos abates nacionais, seguida por Paraná e Rio Grande do Sul.
Na avicultura, foram abatidos 1,71 bilhão de frangos entre janeiro e março, aumento de 3,6% frente ao primeiro trimestre de 2025. O volume foi o segundo maior da série histórica, ficando atrás apenas do recorde registrado no último trimestre do ano passado.
A produção de carne de frango alcançou 3,73 milhões de toneladas, avanço de 6,9% em relação ao mesmo período de 2025. O Paraná segue como líder absoluto do setor, respondendo por 35% de todo o abate nacional.
Outro destaque do levantamento foi a captação de leite. Os laticínios sob inspeção sanitária adquiriram 6,78 bilhões de litros de leite cru no primeiro trimestre, aumento de 2,6% na comparação anual e o maior volume já registrado para o período.
Minas Gerais continua liderando a produção nacional, com 23,5% da captação total. Apesar do aumento no volume produzido, o preço médio pago ao produtor ficou em R$ 2,24 por litro, valor 18,8% inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior.
Já a aquisição de couro bovino permaneceu estável em relação ao primeiro trimestre de 2025, totalizando 10,75 milhões de peças. Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul lideraram o recebimento de matéria-prima pelos curtumes.
A produção de ovos de galinha somou 1,21 bilhão de dúzias, crescimento discreto de 0,4% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. São Paulo manteve a liderança nacional, responsável por quase um quarto de toda a produção brasileira.
