Mesa Brasil vai executar o PEAA em Rio Branco: R$ 2,5 milhões direto para o agricultor 

930 famílias do CadÚnico serão beneficiadas diretamente com a oferta de alimentos. Busca pelo Sesc foi dar um tratamento isento ao programa, distante de influências do ambiente eleitoral

Itaan Arruda
Mailza Assis Camelí durante lançamento do PEAA no Vale do Juruá. Foto: Lucas Dourado

A governadora Mailza Assis Camelí assina nesta quarta-feira (27) o termo de cooperação com o Sesc, por meio do programa Mesa Brasil, para execução do Programa Estadual de Aquisição de Alimentos (PEAA).

A Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri) informa que o programa vai garantir R$ 2,5 milhões direto para o agricultor de base familiar que fornece alimentos ao PEAA. “Isso sem custo de operacionalização”, destaca a secretária de Estado de Agricultura, Temyllis Silva. Isso significa que não estão contabilizados neste montante os recursos para logística do produto sair da propriedade agrícola e chegar até à casa das famílias beneficiadas. “Aí não tem combustível para buscar nada. Não tem gráfica. Não tem valor de saco. Não tem diária. Isso é o que chegará na conta do produtor”.

A preocupação do Governo do Acre é dar ao PEAA o perfil mais técnico possível, afastado do ambiente eleitoral. O Gabinete Civil do Governo do Acre buscou uma instituição com conhecimento e experiência no trabalho com segurança alimentar e encontrou no Mesa Brasil a postura ideal. A ideia é de que o PEAA sendo executado por uma instituição como o Sesc, fica afastada qualquer possibilidade de vinculação da doação para as 930 famílias do CadÚnico beneficiadas pelo programa com algum tipo de compromisso eleitoral. “A ideia é de que o PEAA seja uma política de Estado e que, por isso, seja conduzida da forma mais isenta possível”, ponderou a secretária.

Tarauacá, Rodrigues Alves e Rio Branco são as cidades que o Governo do Acre registrou com o quadro mais preocupante de insegurança alimentar entre as famílias de baixa renda. O programa já foi lançado na região do Juruá e no Tarauacá/Envira, incluindo em regiões com comunidades isoladas que serão atendidas pelo PEAA.

Custo total do PEAA é de R$ 4,04 milhões; 8 cooperativas e 250 produtores

A insegurança alimentar grave é o alvo do Programa Estadual de Aquisição de Alimentos. O custo ao cofre ao Estado é de R$ 4,04 milhões. Rio Branco é onde o programa tem o maior custo: R$ 2,59 milhões. Na Capital, os 250 produtores estão organizados em 8 cooperativas.

“Insegurança alimentar” não é, necessariamente, sinônimo de fome. De uma forma bem superficial, caracteriza-se uma família com “insegurança alimentar” quando não se tem a certeza de quando e nem com o quê ela se alimentará.

Em Rio Branco, são muito mais de que 930 famílias. A seleção feita no CadÚnico identificou as famílias em que o quadro era mais grave.

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