Verticalização da produção de cacau é consenso no Chocolat Festival Amazônia

Pará e Rondônia já apresentam ao Acre um roteiro do que pode ser aplicado na cadeia produtiva acreana

Itaan Arruda

Entre os 300 produtores de cacau presentes na 10ª edição do Chocolat Festival Amazônia, realizado em Belém, há um consenso: a verticalização da cadeia produtiva. Em uma mesma comunidade (ribeirinha ou indígena), é muito comum o manejo dos dois tipos de cacau, o nativo ou o de cultivo. Além disso, a comunidade produz o próprio chocolate.

Essa verticalização conta com parcerias importantes. O maquinário e a estrutura industrial ainda não estão instaladas nas próprias comunidades. Por isso, as cooperativas são parcerias estratégicas.

As vantagens comparativas estão ao sabor de cada cultura. As misturas do cacau com as frutas amazônicas e o grau de intensidade com que isso se apresenta em cada barra de chocolate é um traquejo que torna esses produtos únicos no mercado.

É um roteiro que o Acre já pega pronto: a diversidade cultural de pelo menos 15 povos distribuídos em 35 terras indígenas; fortalecimento da cultura do cooperativismo em todo Estado e trabalhos interinstitucionais entre Governo do Estado, Governo Federal, Sebrae e Federação das Indústrias. Potencial existe o que está faltando é capacidade de executar e coordenar essas diversas personagens.

A 10ª edição do Chocolat Festival Amazônia conta com a participação de chefs e chocolatiers renomados para comprovar a qualidade e os ajustes para refinar os produtos nas futuras edições.

Veja a sequência de chocolatiers e chefs, segundo informações da própria assessoria do festival.

Danielle Serrão

Chef e consultora gastronômica, atua com estruturação de negócios de alimentos e bebidas, desenvolvimento de cardápios e capacitação profissional, unindo técnica, gestão e experiência prática.

Léo Modesto

Chef, pesquisador e consultor gastronômico paraense. Fundador da MANIUA Amazônia e da Mearim Produtos Amazônicos, valoriza ingredientes e tradições da sociobiodiversidade amazônica.

Lionel Ortega

Chef francês de Aix-en-Provence, com passagem por restaurantes estrelados e pela Embaixada da França em Londres. Hoje atua como personal chef em Brasília, na Europa e com o curso Oui Chef.

Rita Aguiar

Produtora de cacau e chocolatier da Transamazônica, sócia da Coopatrans e referência de pioneirismo na região. Desenvolve produtos exclusivos para a CacauWay.

Tatiany Falcão

Professora universitária e sommelière com 16 anos de experiência. Em suas aulas-show, transforma o vinho em experiência, conhecimento e sensibilidade.

Cristina Franco

Chef chocolatier com formação e gestão em chocolataria profissional. Instrutora do SENAR em cursos Bean-to-Bar, confeitaria e formação profissional, levará à Cozinha Show uma verrine com sabor amazônico.

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