Mailza terá R$ 120 mi e Cooperacre R$ 69 mi para injetar na economia

Montante de quase R$ 190 milhões tem finalidades em muitos pontos coincidentes, mas a contrapartida são de natureza distintas: um empréstimo é público, feito pelo Governo do Acre; o outro é da rede da maior cooperativa do Acre, um ente privado

Redação
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Até o fim deste ano, o Acre terá quase R$ 190 milhões de dinheiro novo na economia local. São duas operações distintas. Uma em nada tem a ver com a outra. Elas apenas têm como ponto de partida o mesmo banco credor: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

E esse é um detalhe importante. Já que é uma operação de crédito que tem um banco público brasileiro como credor, não há necessidade de o Congresso Nacional aprovar o empréstimo. Essa aprovação é feita via Assembleia Legislativa, no caso do montante pleiteado pelo Governo do Acre.

No caso dos recursos da Rede Cooperacre, um ente privado, o banco precisou de ter em mãos bons projetos e muita articulação política para liberação de recursos de forma ágil. E essa articulação foi realizada pelo ex-presidente da Apex Jorge Viana.

O projeto formulado pela Rede Cooperacre chama-se “Cooperar com a Floresta: Consolidando Cadeias Agroextrativistas no Acre” e tem apoio do Fundo Amazônia e tem previsão de ser executado em quatro anos.

O impacto direto em 1.500 famílias abrange uma área estimada de 4,35 milhões de hectares. São 10 municípios, incluindo a Reserva Extrativista Chico Mendes e projetos de assentamento da reforma agrária. Estímulo à cadeia de frutas regionais, com 100 unidades produtivas com sistemas agroflorestais, a criação de um viveiro central de mudas, quatro agroindústrias de café, instalação de energia solar em 16 unidades e um sistema multimodal de transporte de produção de frutas.

Sustentabilidade_ O portfólio da operação de crédito que foi feita pelo Governo do Acre associa-se ao que será executado pela Rede Cooperacre em vários aspectos. O de maior destaque é que prioriza o agricultor de base familiar e o extrativismo.

Com uma ressalva: o projeto do Governo do Acre é mais abrangente porque extrapola o fomento direto a cadeia produtivas pontuais. O leque é mais amplo, abrangendo ações de prevenção e preservação de patrimônio florestal, urbanização e fomento ao Turismo.

É um dos projetos mais importantes elaborados pela Secretaria de Estado de Planejamento, sob a coordenação de Ricardo Araújo. Como se trata de uma operação de crédito pleiteada em banco público brasileiro não há razão para o recurso não ser liberado de forma imediata. É um montante que vai oferecer um cenário diferenciado a Mailza Assis à frente do Governo do Acre.

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