Os mercados de açúcar e etanol encerraram a semana sob ajustes relevantes, refletindo mudanças nas projeções de oferta e no fluxo do comércio internacional. De acordo com a StoneX, o açúcar registrou forte recuo no mercado futuro, renovando mínimas que não eram observadas desde 2020.
Na sexta-feira, o contrato mais líquido do açúcar em Nova Iorque, o SBH6, fechou cotado a US¢ 13,78 por libra-peso, com leve alta diária de 0,07%. Apesar do pequeno avanço no dia, o acumulado semanal apontou queda de 2,3% em relação ao fechamento anterior. O período foi marcado pela quebra do piso de US¢ 14 por libra-peso, movimento associado à expectativa de superávit global na oferta.
Outro fator que pressionou as cotações foi o aumento das chuvas no Centro-Sul do Brasil no início de fevereiro, reforçando a perspectiva de maior disponibilidade de matéria-prima para a safra 2026/27, que começa em abril. O cenário ampliou o viés baixista no mercado internacional.
No segmento de etanol, os preços no mercado spot paulista, nas negociações entre usinas e distribuidoras, permaneceram entre R$ 3,65 e R$ 3,70 por litro entre os dias 9 e 13 de fevereiro. O intervalo indica estabilidade após o reajuste promovido pela Petrobras no fim de janeiro, mas ainda representa recuo em relação às máximas da safra, próximas de R$ 3,75 por litro.
O principal destaque da semana foi o comportamento do etanol anidro, com indicações abaixo de R$ 3,60 por litro ao final do período. O movimento é influenciado pelo avanço expressivo das importações em janeiro, que somaram cerca de 139 mil metros cúbicos, frente a 15 mil metros cúbicos em dezembro, além da manutenção de um lineup elevado para fevereiro.
O cenário aponta para um mercado atento à dinâmica da oferta global e aos fluxos de importação, com tendência de acomodação de preços no curto prazo, tanto para o açúcar quanto para o etanol.
