Fieac defende diálogo com governo e alerta para entraves logísticos

Presidente da federação aponta atraso no Anel Viário, debate sobre pedágios e necessidade de incentivos fiscais

Luiz Eduardo Souza

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Acre (Fieac), José Adriano, defendeu uma atuação mais firme do governo estadual para conduzir o diálogo com os diferentes setores do desenvolvimento econômico e enfrentar gargalos históricos que travam o crescimento do Estado, com destaque para a infraestrutura logística.

Segundo ele, é fundamental que o Estado lidere um processo de articulação com empresários, bancada federal e governo federal para destravar pautas consideradas urgentes, como a conclusão do Anel Viário, obra classificada como estratégica para a mobilidade e o escoamento da produção.

Para José Adriano, falar em desenvolvimento sem resolver os entraves rodoviários é inviável. Ele avalia que já passou da hora de o governo estadual se unir à bancada federal e pressionar por definições concretas sobre a obra, considerada essencial para melhorar a logística e reduzir custos para o setor produtivo.

O presidente da Fieac também chamou atenção para outras questões que precisam entrar na agenda, como os incentivos fiscais na região e o impacto da possível implantação de pedágios nas BRs. Sobre o tema, ele defendeu uma análise equilibrada, considerando tanto a necessidade de manutenção das rodovias quanto a realidade econômica da população acreana.

Na avaliação do dirigente, estradas sem manutenção adequada acabam gerando custos ainda maiores para quem depende do transporte rodoviário. Por outro lado, ele pondera que a cobrança de pedágio precisa levar em conta se os usuários têm condições de arcar com essa despesa, especialmente em regiões mais pobres, como é o caso do Acre.

José Adriano também destacou que investimentos federais em manutenção rodoviária podem ser tratados como incentivos indiretos ao desenvolvimento, funcionando como contrapartida para reduzir custos logísticos e estimular a atividade econômica. Para ele, o debate precisa ser conduzido com responsabilidade e sem posições extremas.

Compartilhar esta notícia
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *