Governo reúne instituições para fortalecer exportações

Estado já exportou mais de R$ 2,1 bilhões nos últimos sete anos e busca ampliar participação de pequenas empresas e novos setores no mercado internacional

Luiz Eduardo Souza
Dados econômicos foram expostos pelo titular da Secretaria de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), Assurbanípal Mesquita. (Foto: Sérgio Vale/cedida)

O Governo do Acre reuniu, nesta segunda-feira (2), representantes de instituições estratégicas para alinhar ações voltadas ao fortalecimento do comércio exterior e da integração internacional do estado. O encontro, realizado em Rio Branco, foi coordenado pela Secretaria de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict) e teve como foco a construção de uma agenda estratégica para 2026, com o objetivo de ampliar as exportações acreanas e diversificar os setores participantes.

De acordo com o secretário da Seict, Assurbanípal Mesquita, a reunião marca um momento de união institucional para acelerar o crescimento das atividades ligadas ao comércio exterior. Segundo ele, o Acre vem apresentando resultados expressivos nos últimos anos, mas ainda enfrenta desafios importantes para ampliar oportunidades, especialmente para pequenas e médias empresas.

“O governo do Estado convidou as instituições que têm papel decisivo na integração internacional e no avanço do comércio exterior para fazer essa reunião de alinhamento. O Acre cresce ano após ano nessas atividades econômicas, já tem um portfólio de negócios consolidado, mas precisamos avançar mais”, afirmou o secretário.

Assurbanípal destacou que, somente no ano passado, o Acre exportou cerca de US$ 98 milhões, e que, nos últimos sete anos, o volume de exportações ultrapassou R$ 2,1 bilhões, consolidando o estado no cenário internacional. “São números expressivos, mas o desafio agora é ampliar esse desempenho, trazer mais empresas, especialmente as pequenas, e diversificar os segmentos produtivos”, reforçou.

Entre as estratégias discutidas estão o fortalecimento da integração institucional, melhorias em infraestrutura logística — como o Anel Viário de Brasiléia — e o estímulo a novos investimentos. Nesse contexto, a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Acre foi apontada como peça-chave para atrair indústrias e agregar valor à produção local.

“A ZPE deixou de ser promessa e hoje é uma realidade. Está regularizada, pronta para receber empresas e entra no momento mais correto desse novo contexto internacional. Com a mudança na legislação federal, as ZPEs voltaram a ser um instrumento estratégico, e o governo do Acre passou a investir para que ela se consolide como um diferencial competitivo”, explicou.

O secretário também destacou setores com potencial de crescimento nas exportações, como alimentos, bebidas, frutas e polpas, além do café, que deve começar a aparecer com mais força nos números internacionais a partir deste ano. “Temos grandes empresas que já exportam, mas precisamos trazer os pequenos negócios. O café, por exemplo, é um novo produto que deve ganhar destaque, além de outros segmentos que podem acessar o mercado internacional, inclusive via países vizinhos, como o Peru”, pontuou.

A reunião contou com a participação de entidades como o Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento, a Federação das Indústrias do Estado do Acre (Fieac), a Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Acre (Federacre) e o Sebrae. Segundo Assurbanípal, o protagonismo não é exclusivo do governo. “São várias mãos. Essa reunião cria um ambiente de união entre as instituições para acelerar os resultados e, ao final do ano, mais uma vez superar a marca das exportações acreanas”, concluiu.

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