Produtores da região do Baixo Rio Acre e da Transacreana, representando todos os agricultores e pecuaristas de base familiar do Acre (criadores de bezerros), devem priorizar a pressão para o Deracre na mobilização feita nesta terça-feira na Assembleia Legislativa do Acre.
A expectativa dos organizadores é que pelo menos 200 produtores interfiram na agenda da Aleac e faça com que os parlamentares atendam ao que eles exigem desde a semana passada: trazer ao parlamento uma audiência pública em caráter de urgência para que o Deracre se explique em relação ao que foi exposto no áudio do diretor de Ramais, Celso Sousa.
Pelo que foi explicado no áudio, a Secretaria de Estado da Fazenda Pública (Sefaz) não liberou recursos para a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag). Com isso, o Deracre não teve como honrar pagamentos com as empresas que estão fazendo obras de beneficiamento nos ramais. Até mesmo pagamento de empresas terceirizadas, segundo informou o diretor de Ramais, foi feito no dia 17 do mês passado, algo incomum, segundo o áudio.
Sem máquinas nos ramais, os produtores de base familiar, mais uma vez, ficam vulneráveis, justamente quando o verão inicia. Esse é o melhor momento para realizar intervenções de infraestrutura porque não há chuvas, mas a terra ainda reserva alguma umidade, diferente de quando a estiagem está no ápice e a terra fica demasiadamente seca.
Foi justamente agora que se instalou essa crise exposta no áudio do diretor do Deracre, agravada com a saída da ex-presidente Sula Ximenes e do ex-diretor financeiro do Deracre Roberto Assaf.
Além do Deracre, da Sefaz e da Seplag, a superintendência do Incra também deve ser acionada pela Mesa Diretora da Aleac.
Os produtores pressionaram o parlamento para que se realizasse uma audiência pública. Mas a Aleac só tinha agenda formal para agosto. Os produtores negaram essa possibilidade de realizar o debate nesta data. Por isso, a responsabilidade da mobilização dos produtores para esta terça-feira. É a capacidade dessa mobilização que vai indicar o grau de resposta do Governo do Acre para responder ao problema.
