Agro impulsiona mercado de trabalho e ocupação no país cresce

Emprego na agropecuária avançou 3,7% em um ano, enquanto taxa de desemprego recuou para 5,6%, a menor para o trimestre desde o início da série histórica

Redação
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(Foto: Cedida)

O mercado de trabalho brasileiro manteve trajetória de recuperação no trimestre encerrado em maio de 2026, com destaque para o desempenho da agropecuária, que registrou crescimento na geração de empregos e ajudou a impulsionar a ocupação no país. Dados divulgados pelo IBGE mostram que a taxa de desocupação caiu para 5,6%, enquanto o número de pessoas ocupadas atingiu 102,7 milhões, um aumento de 840 mil trabalhadores em relação ao mesmo período do ano passado.

Entre os setores que mais contribuíram para esse avanço está a agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura. O grupamento ampliou em 3,7% o número de trabalhadores na comparação anual, o equivalente a mais 277 mil pessoas empregadas. O resultado reforça a importância do agronegócio na sustentação do mercado de trabalho brasileiro, especialmente em um cenário de avanço das safras e fortalecimento da atividade no campo.

Além da agropecuária, também cresceram os empregos nos setores de transporte, armazenagem e correio (4%) e de administração pública, educação, saúde e serviços sociais (3,8%). Já os serviços domésticos registraram retração de 5,7% no período.

Os indicadores gerais do mercado de trabalho também apresentaram melhora. A população desocupada caiu para 6,1 milhões de pessoas, redução de 9,3% em relação ao mesmo trimestre de 2025. A taxa composta de subutilização da força de trabalho recuou para 13,3%, enquanto o número de desalentados diminuiu 14,6% no período.

O rendimento médio real habitual ficou em R$ 3.726, estável em relação ao trimestre anterior, mas 4% acima do registrado há um ano. Já a massa de rendimentos alcançou R$ 377,7 bilhões, crescimento de 4,8% na comparação anual, refletindo a melhora da renda dos trabalhadores brasileiros.

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