Chuvas garantem umidade para lavouras no Norte, em junho

Redução das chuvas acelerou a colheita do milho segunda safra em estados como Pará, Tocantins e Rondônia, enquanto a umidade do solo permaneceu suficiente para o desenvolvimento das lavouras mais tardias

Redação
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O comportamento climático na primeira quinzena de junho favoreceu o desenvolvimento e a colheita do milho em diferentes regiões do Norte do país. Entre os dias 1º e 21, os maiores volumes de chuva foram registrados no noroeste do Amazonas, em Roraima e no norte do Amapá, enquanto grande parte da região apresentou redução das precipitações.

No Pará, mesmo com a diminuição do armazenamento de água no solo, a umidade permaneceu suficiente para atender a maior parte das lavouras de milho segunda safra que ainda estão em floração e enchimento de grãos. Nas áreas onde o cereal já entrou em maturação e colheita, tanto no Pará quanto no Tocantins e em Rondônia, o predomínio do tempo seco favoreceu a secagem natural dos grãos e acelerou o avanço da colheita.

Nos polos produtores da BR-163 e de Redenção, no Pará, a colheita segue em ritmo acelerado, com boas produtividades sendo registradas graças à redução das chuvas. Já nas regiões de Santarém e Paragominas, ainda existem lavouras entre as fases de desenvolvimento vegetativo e enchimento de grãos, beneficiadas pelos volumes de chuva registrados no período.

Em Rondônia, a colheita também avança de forma consistente, com rendimentos acima das estimativas iniciais, reforçando o bom desempenho da segunda safra no estado.

No cenário nacional, a predominância de tempo seco favoreceu a maturação do algodão e do milho segunda safra. Entretanto, as lavouras mais tardias que ainda estavam em enchimento de grãos enfrentaram restrição hídrica. Já as baixas temperaturas e as precipitações registradas na região Centro-Sul retardaram a secagem natural do milho, mas criaram condições favoráveis para o desenvolvimento inicial das lavouras de trigo.

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