Pesquisa aponta que comprar carne em supermercados é mais caro na Capital

Levantamento do PET Economia, da Ufac, mostra que os preços da carne bovina seguem elevados e que os cortes comercializados em supermercados custam, em média, mais do que nos açougues de Rio Branco.

Redação
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Uma pesquisa realizada pelo Programa de Educação Tutorial (PET) Economia, da Universidade Federal do Acre (Ufac), entre os dias 8 e 12 de abril, revelou que os preços da carne bovina continuam em alta no mercado local. O estudo comparou valores praticados em açougues e supermercados da capital acreana e identificou diferenças significativas em diversos cortes, indicando que o consumidor pode gastar mais ao optar pelas grandes redes varejistas.

Entre os cortes mais valorizados, a picanha apresentou uma diferença de quase R$ 13 por quilo, sendo encontrada por R$ 68,85 nos açougues e por R$ 81,73 nos supermercados. A maior disparidade foi observada no filé, vendido a R$ 69,20 nos açougues e a R$ 92,42 nos supermercados, uma diferença superior a R$ 23 por quilo.

Outros cortes bastante consumidos também registraram preços mais altos nos supermercados. O coxão mole foi encontrado a R$ 39,20 nos açougues e a R$ 47,06 nos supermercados. Já o coxão duro passou de R$ 34,20 para R$ 41,32, enquanto a fraldinha variou de R$ 38,01 para R$ 45,12. A alcatra foi comercializada por R$ 46,94 nos açougues e R$ 52,99 nos supermercados, e o contra filé registrou preços de R$ 47,11 e R$ 54,62, respectivamente.

Nos cortes considerados mais acessíveis, o fígado apresentou preço médio de R$ 14,34 nos açougues e R$ 17,24 nos supermercados. A pá com osso foi encontrada por R$ 22,10 nos açougues e R$ 25,24 nos supermercados. Já a agulha teve preço médio de R$ 25,41 nos açougues e R$ 29,29 nos supermercados.

De acordo com o levantamento, em praticamente todos os cortes analisados os açougues apresentaram valores mais competitivos, reforçando a importância da pesquisa de preços antes das compras. O estudo também evidencia a pressão que o aumento das carnes continua exercendo sobre o orçamento das famílias acreanas, especialmente em um período de alta nos custos dos alimentos.

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