Na semana que vem, quando os técnicos do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) estiverem em Mâncio Lima para avaliar a cadeia produtiva do café, a Coopercafé estará com mais 110 produtores. Serão exatos 292 cooperados. A maior parte é formada por agricultores de base familiar. A adesão do novo grupo passa por decisão de assembleia, realizada amanhã (20) no Complexo Industrial do Café do Juruá.
A avaliação dos técnicos do MIDR e da ABDI integra o programa Rotas do Café, um mapeamento que o Governo Federal está fazendo para formular um planejamento estratégico e tornar mais evidente a diversidade do “Café do Brasil”. A ideia é valorizar essa diversidade com a referência de que quanto mais diverso, maior a possibilidade de conquistar novos mercados. Essa é a lógica.
“O que eles vêm fazer é algo que nunca foi feito aqui no Acre: eles vêm observar como nós plantamos, a nossa estrutura e vêm pontuar o que precisa ser melhorado, dentro de um determinado padrão, mas sem esquecer as nossas identidades”, afirmou Jonas Lima, presidente da Coopercafé.
Parte dos cinco milhões de pés de café, espalhados em dois mil hectares de área plantada, está consorciada com duas espécies amazônidas por excelência: açaí e cacau. E isso tem chamado atenção de um setor estratégico para a cadeia produtiva: os bancos.
“Da nossa área toda plantada, cerca de setenta por cento é café e trinta por cento é consorciado com açaí e cacau e isso tem aberto a porta junto ao Banco da Amazônia porque agrega valor à nossa produção”, relacionou Jonas Lima.
O presidente sempre faz questão de reforçar o papel da cooperativa em estruturar a cadeia produtiva de uma cultura que mostrou força na região. “O produtor ou a produtora que tem um hectare de café plantado ele já tem a segurança de que vai ter ao menos o que comer”, calcula o presidente.
