Rio Branco tem menor aumento da inflação em maio entre 17 capitais, diz PET Economia

Na inflação dos alimentos, batata inglesa e limão lideram alta. Passagem aérea registra recuo e Habitação surpreende com alta após deflação. Banana comprida foi o alimento que teve maior redução. Rio Branco fecha maio com IPCA de 0,52%, abaixo da média nacional, registrada em 0,58%

Itaan Arruda

O Programa de Educação Tutorial (PET), da Faculdade de Economia da Universidade Federal do Acre (Ufac), divulgou a inflação de maio em Rio Branco. O IPCA (Índice de Preços do Consumidor Amplo) de maio na capital do Acre ficou em 0,52%. Está abaixo da média nacional, que é de 0,58%. É a 5ª posição entre as dezessete capitais e regiões metropolitanas pesquisadas, atrás de Curitiba, Grande Vitória, Belo Horizonte e Salvador.

A inflação dos alimentos teve alguns destaques. A batata inglesa teve a maior variação (40,11%), seguida do limão, com 25,42%, e do tomate, com variação de 12,34%. Mamão (9,31%) e cebola (9,30%) completam o grupo dos cinco produtos com maior variação no mês, comparado ao mês anterior.

A banana comprida teve a maior variação negativa (-10,03%) em maio. Apesar das oscilações muito elásticas, o ovo também registrou variação para menos (-6,03%) e a banana prata (-5,40). Entre os alimentos, esses foram os produtos com maiores variações negativas.

“O resultado favorável esconde uma reviravolta no mês”, alerta o relatório do PET Economia. “O grupo Habitação, que vinha de leve deflação em abril, virou o principal motor da alta em maio, puxado pelo reajuste da energia elétrica. Do lado do alívio, a passagem aérea — que havia encarecido em abril — voltou a recuar e foi o item que mais ajudou a conter o índice”

A Habitação, que em abril registrou -0,91%, saltou em maio para +1,13%. “A maior variação de impacto entre todos os grupos (+0,26 p.p.), saindo de -0,12 p.p. para +0,14 p.p. O movimento é coerente com o plano nacional, em que Habitação também foi o grupo que mais acelerou (de 0,63% para 1,22%, impacto de 0,10 para 0,19 p.p.), refletindo o reajuste da energia elétrica residencial em todo o país (+3,67%, com impacto isolado de +0,15 p.p.)”

A energia elétrica, de acordo com o PET Economia, foi, isoladamente, o item que mais contribuiu para a alta do mês, com +0,09 p.p. O relatório completo pode ser acessado em https://zenodo.org/records/20694042.

Alimentos com maiores altas
Ítem/Grupo Variação (%) Impacto (p.p)
Batata-inglesa +40,11
Limão +25,42
Tomate +12,34 +0,03
Mamão +9,31
Cebola +9,30
Alimentos com maiores baixas
Ítem/Grupo Variação (%)
Banana comprida -10,03
Ovo -6,03
Banana prata -5,40

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