Tocantins lidera crédito rural no Norte e região concentra 7% das concessões sem CPR

Estado responde por 37% dos financiamentos da Região Norte; crédito rural para agricultura empresarial recua 5% no país

Redação
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O Tocantins liderou a distribuição regional do crédito rural para a agricultura empresarial na Região Norte durante os onze primeiros meses do Plano Safra 2025/2026. Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostram que o estado concentrou 37% das concessões realizadas na região entre julho de 2025 e maio de 2026, seguido pelo Pará (34%) e Rondônia (22%).

Apesar da liderança regional, a participação do Norte no total de recursos concedidos no país continua pequena. Juntos, os estados nortistas responderam por apenas 7% das operações de crédito rural sem considerar as emissões de Cédulas de Produto Rural (CPR).

No cenário nacional, a agricultura empresarial contratou R$ 433 bilhões em crédito rural entre julho de 2025 e maio de 2026, valor 5% inferior aos R$ 458,1 bilhões registrados no mesmo período da safra anterior.

O levantamento aponta que a CPR se consolidou como o principal instrumento de financiamento do agronegócio brasileiro, representando 42,8% de todo o crédito concedido na atual safra. As operações com CPR somaram R$ 185,2 bilhões, crescimento de 8% em relação ao ciclo anterior.

Entre os destaques positivos está o avanço das operações destinadas à industrialização da produção agropecuária. Os financiamentos nessa modalidade cresceram 59,5%, passando de R$ 19,7 bilhões para R$ 31,5 bilhões. Segundo o Mapa, o resultado indica aumento do processamento e da agregação de valor aos produtos agropecuários, especialmente por meio das cooperativas.

Por outro lado, os programas de investimento registraram retração generalizada. Os maiores recuos foram observados no Proirriga (-56,2%), Prodecoop (-54,5%) e Moderfrota (-53,5%). O governo federal atribui a queda às elevadas taxas de juros, à cautela dos produtores diante do cenário econômico e climático e à maior seletividade das instituições financeiras na concessão do crédito.

O Pronamp, voltado aos médios produtores rurais, apresentou desempenho positivo. As contratações alcançaram R$ 56,4 bilhões, aumento de 4,3% em comparação com a safra anterior. O custeio destinado aos beneficiários do programa também registrou evolução, refletindo a ampliação dos recursos planejados para esse público.

Outro dado relevante refere-se às fontes de financiamento. A Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) Controlada apresentou crescimento expressivo de 3.009%, saltando de R$ 927 milhões para R$ 28,8 bilhões, tornando-se a segunda principal fonte controlada de recursos para o crédito rural.

Embora o Norte tenha participação modesta no volume nacional de crédito, a liderança de Tocantins, Pará e Rondônia demonstra o fortalecimento gradual da atividade agropecuária na região, especialmente em estados que vêm ampliando áreas de produção de grãos, pecuária e agroindústria.

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