O Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia está dando certo. A possibilidade de acesso a recursos tem encontrado no Eco Invest Brasil um instrumento eficaz. Foi o que ficou demonstrado pelos números do 4º leilão do programa apresentados pelo ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, em entrevista coletiva em que o ac24agro participou via internet.
O 4º leilão do Eco Invest Brasil viabilizou R$ 13,2 bi para bioeconomia, turismo sustentável e infraestrutura no país, com foco na Amazônia Legal. O leilão teve propostas apresentadas por oito bancos: seis privados e dois estatais. Os privados foram ABC Brasil, Bradesco, BTG Pactual, Citibank, Itaú e Santander. Os bancos públicos foram Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.
A demanda do que os economistas chamam de “capital catalítico público” (capital para atrair investimentos; com possibilidade de retornos mais modestos e com prazos mais flexíveis) era de R$ 7,1 bilhões, na linha principal, para investimentos nos setores de bioeconomia, turismo sustentável e infraestrutura. Na linha adicional, a demanda alcançou R$ 5,3 bilhões de recursos públicos.
“Como resultado do leilão, foram homologados R$ 3,1 bilhões em capital catalítico da linha principal. Esse montante viabilizará R$ 13,2 bilhões em investimentos totais para os três eixos estratégicos elegíveis. Desse total, o destaque de alocação é de projetos localizados na Amazônia Legal, com cerca de R$ 9 bilhões em potenciais investimentos. Na linha adicional de recursos públicos, o total homologado foi de R$2,5 bilhões. Saíram vencedores Banco do Brasil, BTG Pactual, Bradesco e ABC Brasil”, diz o Ministério do Meio Ambiente no material de divulgação.
Para o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, “Planejar, elaborar boas políticas públicas e implementar os instrumentos para a sua realização objetiva é algo muito positivo. O quarto leilão, que trata da bioeconomia e da infraestrutura verde na Amazônia, é algo absolutamente inovador, impensável até pouco tempo atrás. É fantástica também a adesão do setor. Teremos investimentos estratégicos fundamentais”.
A classificação “inovador” e “impensável” feita pelo ministro tem razão de ser. O leilão é uma consequência da COP30. A dinâmica é simples: o sistema financeiro público aportando recursos em ações práticas em eixos econômicos concretos e servindo de base para instituições privadas apostarem na ideia.
Na prática, cada R$ 1 de recurso público catalisa R$ 3 privados, resultando em uma alavancagem de quatro vezes sobre o capital público aportado.
Dos R$ 13,2 bilhões previstos em investimentos totais, R$ 7,2 bilhões devem vir do mercado externo e R$ 2,9 bilhões do mercado interno. A linha adicional de recursos, inaugurada neste leilão, recebeu R$ 2,55 bilhões em capital público e poderá financiar mecanismos de apoio aos projetos, como assistência técnica, cobertura de performance e infraestrutura habilitante de pequena escala. O objetivo é reduzir riscos e ampliar a bancabilidade de iniciativas em cadeias ainda em desenvolvimento ou em territórios com maior percepção de risco. Três dos quatro bancos vencedores aderiram ao mecanismo.
“O Eco Invest Brasil é, antes de tudo, um programa de desenvolvimento econômico. Ao direcionar crédito verde para a bioeconomia, para o turismo sustentável e para a infraestrutura da Amazônia, estamos levando financiamento a territórios e populações que historicamente tiveram pouco acesso ao sistema financeiro. Cada real catalítico investido representa uma cadeia produtiva fortalecida, um empreendedor bancarizado, uma comunidade conectada à economia formal”, afirma o Ministro da Fazenda, Dario Durigan.
(Com informações do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima)
