O Acre apareceu entre os estados fornecedores de tomate para as Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país em abril deste ano, em um cenário marcado pela alta nos preços e redução da oferta nacional do produto. Os dados são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que divulgou análise sobre o comportamento do mercado hortigranjeiro no país.
Segundo o levantamento, o estado acreano comercializou 5.640 quilos de tomate no período analisado. Apesar do volume modesto em comparação aos grandes produtores nacionais, o Acre integra a lista de unidades federativas que participaram do abastecimento das Ceasas brasileiras durante o mês.
O estudo mostra que os preços do tomate seguiram em trajetória de alta em abril, mantendo um movimento iniciado ainda em dezembro de 2025. Embora os reajustes tenham perdido intensidade em relação ao mês de março, a valorização continuou predominando na maior parte das Ceasas monitoradas.
As maiores altas foram registradas em Fortaleza (23%), Curitiba (21,10%), Goiânia (18,46%) e São Paulo (15,01%). Apenas a Ceasa do Rio de Janeiro apresentou queda nos preços, com recuo de 6,64%, enquanto Campinas (SP) teve estabilidade.
De acordo com a Conab, o principal fator para o avanço nos preços foi a redução da oferta do fruto. Em abril, o volume comercializado nas Ceasas analisadas ficou 5,3% abaixo do registrado em março. No acumulado do primeiro quadrimestre de 2026, a oferta foi 10% menor na comparação com os últimos quatro meses de 2025.
Entre os maiores estados produtores, Goiás teve queda de 25% no envio de tomate às Ceasas, enquanto Minas Gerais apresentou retração de 45%. O Rio de Janeiro também registrou redução de 35% na oferta. Apenas São Paulo teve desempenho positivo, com aumento de 15% nos volumes comercializados.
A Conab avalia que o cenário atual reflete a transição entre o fim da safra de verão e o início da safra de inverno. Com temperaturas mais amenas, o amadurecimento dos frutos ocorre mais lentamente, permitindo maior controle sobre o ritmo de colheita e evitando excesso de oferta no mercado.
A tendência para maio ainda é de preços elevados. Na Ceagesp de São Paulo, o tomate já registra valorização de 30% em relação à média de abril. Em Fortaleza, a alta chega a 37%, enquanto Curitiba acumula avanço de 25%.
O levantamento também destaca que a produção de tomate no Brasil é bastante pulverizada. Em abril, o abastecimento das Ceasas teve origem em 327 municípios brasileiros, reforçando a diversidade regional da produção nacional.
