Desemprego cresce no Acre em 2026, mesmo com avanço do agronegócio

Estado registrou uma das maiores altas na taxa de desocupação do país no primeiro trimestre do ano

Redação
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O Acre registrou aumento de 1,8 ponto percentual na taxa de desocupação no primeiro trimestre de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por meio da PNAD Contínua Trimestral. O estado teve uma das maiores altas do país no período, ficando atrás apenas do Ceará.

O levantamento mostra que o desemprego avançou em 15 unidades da federação na comparação com o último trimestre de 2025. Apesar disso, o Acre aparece entre os estados com menor percentual de trabalhadores atuando por conta própria no país, com índice de 18,9%, atrás apenas do Distrito Federal.

Os números surgem em um momento em que o agronegócio acreano vive expansão, especialmente com o crescimento da produção de grãos, impulsionada pelo avanço da soja e do milho. Dados recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam aumento de 12,3% na produção de grãos do estado na safra 2025/2026.

Mesmo com o cenário positivo no campo, os dados do IBGE indicam que a recuperação do mercado de trabalho ainda enfrenta desafios no estado. Nacionalmente, a taxa de desocupação ficou em 6,1% no primeiro trimestre de 2026, acima do trimestre anterior, mas abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.

O IBGE também apontou que a informalidade no Brasil atingiu 37,3% da população ocupada. Na Região Norte, estados como Pará e Amazonas aparecem entre os maiores índices de trabalhadores informais do país.

O rendimento médio mensal dos trabalhadores brasileiros foi estimado em R$ 3.722 no primeiro trimestre de 2026, com crescimento em relação ao mesmo período do ano passado.

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