A produção industrial brasileira registrou crescimento de 0,1% em março de 2026 na comparação com fevereiro, marcando o terceiro mês consecutivo de avanço, segundo dados divulgados pelo IBGE. No acumulado do primeiro trimestre, a indústria cresceu 1,3%, enquanto no comparativo com março do ano passado a alta foi de 4,3%.
O desempenho positivo teve forte participação de segmentos ligados ao agronegócio, especialmente produtos alimentícios, biocombustíveis e máquinas voltadas à cadeia produtiva rural.
Entre os principais destaques da indústria em março aparecem os setores de produtos alimentícios, que cresceram 5,7% frente ao mesmo mês de 2025, e coque, derivados do petróleo e biocombustíveis, com avanço de 4,2%. O setor automotivo também teve forte expansão, com alta de 18,7%.
Na indústria de alimentos, o crescimento foi puxado principalmente pelo aumento da produção de carnes bovinas, suínas e de aves, além de óleo de soja refinado, rações, biscoitos, farinha de trigo, iogurte e sucos concentrados de frutas.
Já no segmento de biocombustíveis, o destaque ficou para a maior produção de álcool etílico e óleo diesel, refletindo o fortalecimento da cadeia energética ligada ao agro.
No acumulado do primeiro trimestre de 2026, as indústrias extrativas lideraram os avanços, com crescimento de 8,7%, seguidas pelos setores de produtos alimentícios (2,6%), farmacêuticos (14,3%) e derivados de petróleo e biocombustíveis (2,1%).
Apesar do resultado positivo geral, alguns segmentos ligados ao agro apresentaram retração. O setor de máquinas e equipamentos caiu 9,4% no acumulado do ano, influenciado pela menor fabricação de máquinas agrícolas, silos metálicos e equipamentos para armazenagem e transporte.
Segundo o IBGE, a indústria brasileira já opera 3,3% acima do nível pré-pandemia, registrado em fevereiro de 2020, mas ainda permanece 13,9% abaixo do pico histórico alcançado em maio de 2011.
Entre as grandes categorias econômicas, os bens de consumo duráveis tiveram o melhor desempenho em março, com crescimento de 18,7% frente ao mesmo período do ano passado, impulsionados principalmente pela fabricação de automóveis.
