Arco Norte impulsiona exportações de grãos no Brasil em 2026

Portos da região ampliam participação nos embarques de milho e soja e reforçam importância logística do Norte no comércio exterior

Redação
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As exportações brasileiras de grãos seguem em alta em 2026, com destaque para o fortalecimento do chamado Arco Norte, que vem ampliando sua participação nos embarques de milho e soja e consolidando a Região Norte como eixo estratégico da logística nacional.

No caso do milho, o Brasil exportou 6,78 milhões de toneladas entre janeiro e março deste ano, volume superior às 5,88 milhões registradas no mesmo período de 2025. Desse total, 34,9% foram escoados pelos portos do Arco Norte, crescimento significativo frente aos 26,3% do ano passado.

Entre os principais terminais da região, destacam-se Barcarena (PA), Santarém (PA), Itaqui (MA) e Itacoatiara (AM), que vêm ganhando espaço na movimentação do cereal. O avanço reflete investimentos em infraestrutura e a busca por rotas mais curtas e eficientes, especialmente para a produção do Centro-Oeste.

Já nas exportações de soja, o protagonismo do Norte é ainda mais evidente. O país embarcou 23,46 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2026, superando as 22,15 milhões do mesmo período do ano anterior. O Arco Norte respondeu por 39% desse total, ante 34,3% em 2025.

Portos como Barcarena e Itaqui lideram esse crescimento, ampliando sua participação e consolidando-se como alternativas competitivas aos tradicionais corredores logísticos do Sul e Sudeste, como Santos e Paranaguá.

Esse movimento tem sido impulsionado principalmente pela produção de estados como Mato Grosso, maior produtor nacional de grãos, que encontra nos portos do Norte uma rota mais econômica e ágil para exportação, reduzindo distâncias e custos de transporte.

Além disso, a maior utilização do Arco Norte contribui para a desconcentração logística do país, diminuindo a pressão sobre portos tradicionais e aumentando a eficiência do escoamento da safra.

Apesar dos avanços, desafios ainda persistem, como a necessidade de ampliação da capacidade portuária, melhoria das rodovias e maior integração com ferrovias e hidrovias. Ainda assim, os números de 2026 reforçam uma tendência clara: o Norte do Brasil está cada vez mais consolidado como peça-chave no comércio exterior do agronegócio.

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