Os preços da indústria brasileira registraram alta de 2,37% em março de 2026, segundo o Índice de Preços ao Produtor (IPP), divulgado pelo IBGE. O resultado representa uma recuperação frente a fevereiro (-0,16%) e foi acompanhado por aumento em 18 das 24 atividades industriais. No acumulado do ano, o índice soma alta de 2,53%, enquanto em 12 meses ainda apresenta queda de 1,54%.
O principal destaque do mês foi o setor de indústrias extrativas, que avançou 18,65% e teve a maior influência no resultado geral. Também contribuíram de forma relevante os segmentos de alimentos (1,90%), refino de petróleo e biocombustíveis (4,24%) e outros produtos químicos (5,03%). No caso dos alimentos, a alta interrompe uma sequência de quedas, puxada principalmente pelo aumento nos preços de derivados do leite, carnes e açúcar.
Entre os produtos, ganharam destaque as altas em “óleos brutos de petróleo” e “minério de ferro”, que impulsionaram o setor extrativo, além do “óleo diesel” e de outros derivados de petróleo. Nos alimentos, subiram itens como leite UHT, carnes bovinas e açúcar VHP, enquanto o café torrado e moído apresentou queda. Já no setor químico, a alta foi influenciada pelo aumento da nafta e de insumos ligados a fertilizantes. Mesmo com o avanço mensal, o IPP segue pressionado por fatores externos, como oscilações nas commodities e tensões geopolíticas que afetam custos e cadeias produtivas.
