Portaria polêmica sobre brucelose explica alta cobertura vacinal

O produtor, lembra Francisco Thum, presidente do Idaf, em entrevista ao agro24cast, obedeceu ao que determina portaria de 2021 que condiciona abertura de cadastro junto ao instituto à vacinação contra a doença

Itaan Arruda
Para Fransico Thum, a participação direta do produtor foi fundamental para a mais alta cobertura vacinal do país contra a brucelose. (Foto: Whisley Ramalho)

O presidente do Idaf, Francisco Thum, avalia que a polêmica em torno da portaria 168, de 2021 (que alterou norma já prevista em 2015) valeu à pena. A regra do Idaf condicionava a abertura do cadastro junto ao instituto à vacinação contra a brucelose. À época, o produtor se sentiu pressionado. Mas ser o estado com a maior cobertura vacinal contra a doença no país valeu o esforço.

Houve um trabalho coletivo, que mobilizou agentes tanto da administração pública quanto da iniciativa privada. Isso gerou uma cobertura de 94,2% de cobertura vacinal. Foi a maior cobertura do país e foi destaque no Fórum Nacional dos Executores de Sanidade Agropecuária (Fonesa). É a mais alta instância de planejamento da política sanitária do país.

O rebanho do Acre tem, de acordo com estudo feito pela Universidade de São Paulo (uma referência em estudos agropecuários) um índice de contaminação por brucelose em mais de 20%, com 8% das propriedades produtoras de gado afetadas. 

 

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