O custo da cesta básica em Rio Branco apresentou leve alta de 0,10% em fevereiro de 2026 na comparação com janeiro, segundo levantamento do DIEESE em parceria com a Conab. Apesar da variação discreta, o dado reforça um cenário de estabilidade com pressão ainda significativa sobre o orçamento das famílias.
Com custo médio de R$ 631,83, a capital acreana ocupa uma posição intermediária entre as capitais da Região Norte. O impacto no bolso do trabalhador segue elevado: em fevereiro, foram necessárias 85 horas e 45 minutos de trabalho para adquirir a cesta, comprometendo cerca de 42,14% da renda líquida.
Na comparação regional, o comportamento dos preços foi heterogêneo. Em Porto Velho, a cesta básica subiu 0,11%, praticamente no mesmo ritmo de Rio Branco, mas com custo menor, de R$ 601,69, e menor comprometimento da renda (40,13%). Já Manaus apresentou uma das maiores quedas da região, com recuo de 2,94%, indicando alívio no curto prazo para o consumidor.
Em Macapá, a variação foi quase estável (-0,18%), mas o peso da alimentação no orçamento é maior: 44,07% da renda líquida. Situação semelhante é observada em Boa Vista, onde a alta de 0,52% foi puxada principalmente pelo aumento da banana, elevando o comprometimento da renda para cerca de 43,96%.
Já Belém teve leve alta de 0,08%, mas com destaque para o avanço expressivo do preço do feijão carioca (18,63%), um dos itens mais consumidos. Na capital paraense, o trabalhador precisou destinar 44,96% da renda para adquirir a cesta.
Por outro lado, Palmas registrou queda de 0,74% no custo da cesta, influenciada principalmente pela redução nos preços de itens como banana, açúcar e óleo de soja. Mesmo assim, a capital tocantinense apresenta o maior peso relativo da cesta na renda entre as capitais do Norte: 46,37%.
Os dados mostram que, apesar de variações pontuais — com altas moderadas em algumas cidades e quedas em outras —, o custo da alimentação básica segue elevado em toda a Região Norte. Em Rio Branco, a estabilidade dos preços não significa alívio para o consumidor, já que a cesta continua exigindo uma parcela significativa da renda mensal, refletindo os desafios persistentes do custo de vida na região.
