O mercado de reposição bovina no Acre apresenta preços mais baixos em comparação com outras praças do país, ao mesmo tempo em que mantém uma relação de troca considerada favorável ao pecuarista. Os dados são da Scot Consultoria, com base em levantamento divulgado na última quinta-feira (2).
Entre os machos nelore, o boi magro (12,5 arrobas) foi cotado a R$ 3.600 por cabeça, com valor médio de R$ 9,60 por quilo. Já o garrote ficou em R$ 3.015, enquanto o bezerro foi negociado a R$ 2.700. Para os animais desmamados, o preço médio chegou a R$ 2.595 por cabeça.
No caso dos animais mestiços, os preços são ainda mais baixos. O boi magro foi cotado a R$ 3.060, enquanto o garrote ficou em R$ 2.542,75. O bezerro foi negociado a R$ 2.295 e o desmame a R$ 2.205,75.
Entre as fêmeas nelore, a vaca boiadeira foi cotada a R$ 2.750, com a novilha a R$ 2.430,33. Já a bezerra teve preço médio de R$ 1.975 e o desmame foi negociado a R$ 1.850. Para as fêmeas mestiças, os valores variaram de R$ 2.337,50 para vaca boiadeira até R$ 1.572,50 para desmama.
Apesar dos preços mais baixos, a relação de troca — indicador que mede quantas arrobas de boi gordo são necessárias para adquirir um animal de reposição — segue em patamares considerados positivos. No Acre, essa relação varia de cerca de 12 arrobas para o boi magro nelore até pouco mais de 5 arrobas para a desmama de fêmeas mestiças.
Na prática, isso significa que o pecuarista que está vendendo o boi gordo encontra maior facilidade para repor o rebanho, já que precisa de menos arrobas para adquirir novos animais.
O cenário reforça uma característica já conhecida do mercado acreano: preços mais acessíveis na reposição, mas também menor valorização do boi gordo em relação a estados do Centro-Oeste e Sudeste.
A tendência, segundo analistas do setor, é que o comportamento da reposição continue atrelado ao desempenho do boi gordo e à oferta de animais jovens, especialmente em regiões com forte presença da pecuária de cria.
