“Um sonho desde 1993”, diz Bocalom ao inaugurar indústria de leite de soja em Rio Branco

Prefeito destaca trajetória do projeto e aposta em estrutura para atender crianças e fortalecer a agricultura familiar

Luiz Eduardo Souza
Foto: Reprodução.

Ao inaugurar nesta terça-feira (31) a indústria de beneficiamento de leite de soja e o Complexo Agroindustrial da Agricultura Familiar, o prefeito Tião Bocalom resgatou uma ideia que, segundo ele, começou há mais de três décadas. “É um sonho que trago desde 1993”, afirmou, ao destacar que o projeto, antes desacreditado, agora se concretiza como aposta na agroindústria local.


Durante a cerimônia, Bocalom relembrou o início da proposta, ainda quando era prefeito de Acrelândia, e disse que a falta de recursos à época impediu a execução. “Naquele tempo não tive condições financeiras de implantar uma usina dessa, mas isso ficou na minha cabeça. Em 2012, já estava no plano de governo e foi até motivo de deboche. Hoje mostramos que isso já deveria existir no Acre há muito tempo”, declarou.

A indústria de leite de soja, construída com investimento de R$ 1,75 milhão, tem capacidade para produzir até 8 mil litros por dia. No início das operações, a produção deve girar em torno de 2 mil litros diários.

Segundo o prefeito, a proposta vai além da produção, com foco direto na alimentação da população mais vulnerável. “O leite de soja é uma alternativa importante, principalmente para crianças que têm intolerância à lactose. Também é indicado para pessoas acamadas, sendo um alimento nutritivo e de fácil consumo”, destacou.

A intenção da prefeitura é destinar o produto para escolas da rede municipal, unidades de saúde e Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), priorizando crianças com restrições alimentares.

Além da indústria, o município também entregou o Complexo Agroindustrial da Agricultura Familiar, com investimento de R$ 15 milhões. A estrutura reúne galpões de beneficiamento, áreas de armazenamento, secadores, moegas e suporte logístico, com o objetivo de reduzir perdas e melhorar a qualidade da produção.

O espaço também deve impulsionar novas cadeias produtivas. Entre elas, a retomada da produção de arroz no município, que já está sendo discutida em parceria com a Embrapa Acre para o desenvolvimento de cultivares adaptadas à região.

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