A entrevista do produtor rural Edilson Araújo ao programa agro24cast abordou o tema da rastreabilidade do gado bovino. Fazer com que o consumidor, cada vez mais exigente em relação às questões ambientais, saiba a procedência da carne já é uma medida comum no mercado europeu e norte americano. E isso exige do produtor e dos governos medidas importantes que transitam de problemas relacionados à regularização fundiária e embargos ambientais.
Nesse aspecto, o tema da rastreabilidade ganha contornos polêmicos. “A rastreabilidade só tem viabilidade para efeito sanitário”, diferencia o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Acre (Faeac), Assuero Veronez. “Ambientalmente, não”.
O representante da Faeac ponderou também que em todo Acre, atualmente, há 3.366 propriedades “com o Prodes”: embargadas por algum problema de ordem ambiental. Essa quantidade de propriedade abarca cerca de 10% das propriedades rurais do Acre.
Para o secretário adjunto de Estado de Agricultura, Edivan Maciel, o raciocínio é o mesmo: como instrumento sanitário, a rastreabilidade é uma necessidade. “Nós aqui no Acre, por termos uma economia muito dependente da pecuária, deveríamos ser os primeiros estar buscando soluções para efetivar o PNIB… mas ficamos é criticando e colocando obstáculos que não existem”, provoca Maciel.
PNIB é a sigla que designa o Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos. Esse plano estabelece que o país tem que implementar a rastreabilidade de todo plantel até 2032.
O secretário Edivan Maciel entende que a rastreabilidade já existe, “mas por lote”. Explicando: alguns produtores entendem que a rastreabilidade já se delineia quando o produtor declara gado ao Idaf e também quando retira a Guia de Trânsito do Animal (GTA). Para estes produtores, esses são mecanismos de rastreabilidade do gado bovino.
É evidente que esse argumento não é aceito nem pelo Ministério Público federal e nem pelo movimentos ambientalista.
