Governo e setor produtivo debatem estratégias para comércio da castanha

Ampliar industrialização da castanha, estabelecendo uma política seletiva de escoamento para Bolívia, sem impactar negativamente no preço do lata é o desafio para fortalecer economia de um dos segmentos mais importantes do Extrativismo

Redação
Por
Governo estuda intervenção e convida Idaf e representantes do setor produtivo e do comércio para debater o quê e como fazer. (Foto: Luan Cesar/Seict)

O Governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict) e da Casa Civil, reuniu na última quinta-feira, 26, diversos representantes do setor produtivo da castanha para discutir medidas voltadas à ampliação da industrialização da matéria-prima no estado. O encontro, realizado na Casa Civil, em Rio Branco, reuniu empresários, entidades de classe, cooperativas e outros órgãos estaduais em torno de uma agenda estratégica para fortalecer a economia acreana.

O debate central foi a criação de mecanismos efetivos para agregar valor à produção local, já que grande parte da castanha produzida nos municípios acreanos ainda é comercializada e exportada de forma in natura. A proposta discutida entre o governo e o setor empresarial busca ampliar o processamento dentro do Acre com o objetivo central de gerar novos empregos no setor, ampliar a renda e criar novas oportunidades a partir de uma cadeia produtiva já consolidada no estado.

Durante a reunião, também foram discutidas alternativas para equilibrar a relação comercial entre produtores extrativistas que fornecem a castanha e as indústrias que adquirem o produto. A ideia é garantir uma maior oferta de matéria-prima para o processamento local e melhores condições de comercialização. A construção de uma proposta conjunta deverá resultar em medidas estruturantes, incluindo a elaboração de um projeto voltado ao fortalecimento dessa integração.

O titular da Seict, Assurbanípal Mesquita, destacou que a castanha é estratégica para o desenvolvimento socioeconômico e para a expansão do setor industrial acreano. “Historicamente, a castanha é um produto de grande relevância para o Acre e se destaca dentro das nossas exportações. Hoje, grande parte ainda é comercializada in natura, o que mostra o potencial que temos para agregar valor, atrair novas indústrias e gerar empregos a partir desse setor”, afirmou.

O presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Alimentares do Acre (Sinpal), José Luiz Felício, ressaltou que a permanência da matéria-prima no estado é fundamental para o funcionamento das indústrias. “Precisamos manter a castanha no Acre para que ela seja beneficiada aqui, gerando mais benefícios para a economia local. Muitas indústrias param suas atividades por falta de matéria-prima, e esse debate é essencial para fortalecer o setor”, destacou.

O coordenador da Casa Civil, Ítalo Medeiros, enfatizou ainda que o governo tem tratado a pauta como prioridade, já que o Estado trabalha constantemente no fortalecimento da economia. “A industrialização da castanha é fundamental para o desenvolvimento do Acre. É necessário construir soluções que atendam tanto os produtores quanto as indústrias, garantindo o pleno funcionamento do setor e ampliando as oportunidades de crescimento no estado”, encerrou ele.

(Texto de Luan Cesar, extraído da Agência de Notícias do Acre)

Compartilhar esta notícia
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *