A oitava reeleição de Assuero Veronez à presidência da Federação da Agricultura e Pecuária do Acre teve intensos movimentos de bastidores. Dois foram fundamentais para a vitória do atual presidente. “Agora, precisamos serenar os ânimos. Manter o clima beligerante não dá. Somos tão poucos”, foram as ponderações de Veronez momentos após o fim da votação. É uma declaração que expõe quão tenso foi esse pleito.
Um dos sindicatos que havia declarado voto na chapa oposicionista mudou o entendimento. A definição pode ter acontecido ainda hoje. Outro sindicato votou em branco, uma clara articulação para beneficiar a única chapa do pleito.
Dos 11 sindicatos que integram o universo de votantes para escolha do presidente da federação, o sindicato de Feijó estava inabilitado tecnicamente. Seriam necessários, no mínimo, 7 votos. Até a manhã desta quinta-feira (26), Assuero Veronez tinha 6 votos garantidos.
Isso gerou uma tensão poucas vezes vista na Faeac. O clima era de nervosismo e silêncio na sede da federação. Conversas isoladas nos corredores. Até mesmo a proibição de fotografar o ambiente de votação foi determinada, sob o argumento de garantir discrição aos votantes. Uma postura inédita do pleito.
A votação encerrou às 15 horas, como previsto. Por volta das 17 horas, a oitava reeleição de Assuero Veronez à frente da Federação de Agricultura e Pecuária do Acre foi formalizada.
No dia 30 de março (segunda-feira), Veronez já inicia a revisão do estatuto da federação. “É necessário modernizar o estatuto e vamos fazer essa construção de forma serena”, convidou.
