No Acre, o primeiro bimestre de 2026 teve 3,07% mais abates nos frigoríficos locais comparado ao mesmo período de 2025. Esse é um dado comparativo com números oficiais do Idaf e do Departamento Técnico da Federação da Agricultura e Pecuária do Acre.
Tecnicamente, é possível avaliar que o incremento foi impulsionado, principalmente, pelo aumento no abate de fêmeas, que registrou acréscimo de 5.861 cabeças. O abate de machos, em contrapartida, apresentou redução de 2.259 cabeças, conforme tabela abaixo.
No início desta semana, reportagem do site ac24agro visitou alguns açougues da Capital em regiões populares. Não foi feita sondagem nas redes de supermercados. Nos açougues populares, a carne bovina não tem chegado com o volume e nem com a qualidade costumeira.
“Hoje está muito difícil comprar carne. Falta boi e, quando aparece, nem sempre a qualidade é boa”, foi o que relatou um dos proprietários de açougue no bairro São Francisco. Ele não quis se identificar.
O presidente do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos e Matadouros do Estado do Acre, Murilo Leite, observa que há lógica nessa situação. “É problema de oferta. Os frigoríficos estão matando, mas as escalas estão curtas. Os matadouros estaduais e municipais estão em dificuldade de comprar. E, talvez, isso possa responder por essa situação, sobretudo nos açougues”.
| Mês | 2025 total | 2025 machos | 2025 fêmeas | 2026 total | 2026 machos | 2026 fêmeas |
|---|---|---|---|---|---|---|
| JAN | 55.540 | 26.677 | 28.863 | 56.998 | 26.151 | 30.847 |
| FEV | 53.129 | 24.536 | 28.593 | 55.003 | 22.533 | 32.470 |
| TOTAL | 108.669 | 51.213 | 57.456 | 112.001 | 48.684 | 63.317 |
