A Secretaria de Estado de Agricultura do Acre publicou o resultado final do credenciamento de agricultores familiares aptos a fornecer alimentos aos programas de aquisição de alimentos no estado. A seleção faz parte da chamada pública nº 001/2026 e integra a política de fortalecimento da produção rural local.
O processo avaliou propostas enviadas por produtores de diferentes municípios acreanos, com base em critérios técnicos que priorizam inclusão social e produtiva. Entre os fatores considerados estão a inscrição no CadÚnico, participação de mulheres na atividade rural, pertencimento a grupos especiais — como indígenas, quilombolas, ribeirinhos e extrativistas —, além do enquadramento no Pronaf e organização em associações ou cooperativas.
A pontuação máxima prevista foi de 50 pontos, e os agricultores melhor classificados passam a compor a lista principal do programa, enquanto outros seguem em cadastro de reserva para возможíveis substituições.
Na prática, os dados mostram forte presença feminina entre os selecionados, refletindo o peso do critério de gênero na pontuação. Municípios como Acrelândia, Assis Brasil, Brasiléia, Bujari, Capixaba, Cruzeiro do Sul, Epitaciolândia, Feijó, Jordão e Mâncio Lima aparecem entre os contemplados, evidenciando a abrangência estadual da política.
Em cidades como Bujari e Capixaba, por exemplo, os primeiros colocados alcançaram pontuações próximas do máximo, indicando maior aderência aos critérios sociais e produtivos definidos no edital. Já em Cruzeiro do Sul, o número de classificados é um dos maiores, com ampla participação de agricultores familiares.
O levantamento também identificou casos de desclassificação, principalmente por descumprimento de regras do edital, como o cadastro de mais de um membro da mesma unidade familiar — situação que leva à exclusão automática dos envolvidos.
Os agricultores classificados poderão fornecer alimentos diretamente ao poder público, fortalecendo a renda no campo e garantindo o abastecimento de políticas sociais. Já o cadastro de reserva permitirá a reposição de fornecedores em caso de desistência ou impedimentos.
A iniciativa reforça o papel dos programas de compras institucionais como ferramenta de desenvolvimento rural, ao conectar a produção da agricultura familiar com a demanda pública, promovendo inclusão econômica e valorização da produção local.
