O Acre iniciou 2026 com cerca de US$ 10,2 milhões em exportações, figurando entre os menores volumes de vendas externas da Região Norte do Brasil, segundo levantamento divulgado pelo projeto Amazônia Urbana. O desempenho coloca o estado à frente apenas do Amapá no ranking regional de comércio exterior.
Apesar do volume ainda modesto, o estado possui uma pauta exportadora baseada principalmente em produtos agropecuários e florestais. Entre os itens mais enviados ao exterior estão carne bovina, castanha-do-brasil, madeira serrada ou beneficiada e produtos derivados da floresta, que representam boa parte das vendas internacionais do Acre.
A carne bovina tem ganhado destaque nos últimos anos, impulsionada pela ampliação da capacidade de frigoríficos locais e pela abertura de novos mercados internacionais. Já a castanha-do-brasil segue como um dos produtos tradicionais da economia extrativista do estado, com demanda em países da Europa e da América do Norte.
Além desses itens, também aparecem nas exportações acreanas produtos de madeira processada, látex e alguns derivados da agroindústria, embora em volumes menores. A pauta, no entanto, ainda é considerada pouco diversificada quando comparada à de outros estados da região.
O ranking regional mostra que o Pará lidera com ampla vantagem, somando cerca de US$ 1,82 bilhão em exportações, seguido por Rondônia, com aproximadamente US$ 175,5 milhões, e Tocantins, com US$ 119,5 milhões. Na sequência aparecem Amazonas e Roraima.
Especialistas apontam que fatores como distância dos grandes portos, custos logísticos elevados e menor escala de produção ainda limitam a expansão das exportações acreanas. Por outro lado, iniciativas voltadas à agregação de valor à produção agroflorestal e ao fortalecimento da agroindústria são vistas como caminhos para ampliar a presença do estado no comércio internacional.
