A indústria brasileira iniciou 2026 com leve alta de 0,34% nos preços na porta de fábrica, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas o setor de alimentos seguiu em trajetória de queda e continua sendo o principal vetor de pressão sobre o índice acumulado em 12 meses.
Em janeiro, os preços da indústria de alimentos recuaram 0,17%, marcando a nona queda consecutiva na comparação mensal. No acumulado de 12 meses, o setor registra retração de 9,84%, a terceira maior variação negativa entre todas as atividades pesquisadas. Como alimentos têm o maior peso no IPP, com 24,01%, o segmento respondeu sozinho por -2,51 pontos percentuais dos -4,33% acumulados pela indústria geral.
Entre os produtos que pressionaram os preços para baixo estão carnes suínas congeladas, diante de demanda enfraquecida, e açúcar VHP, impactado pelo período de safra. Por outro lado, itens como margarina e leite longa vida registraram aumento, influenciados por custos mais elevados e menor captação de leite nas bacias produtoras.
O cenário indica que, apesar de algum reajuste pontual em determinados produtos, o setor alimentício segue operando em ambiente de margens comprimidas, o que pode continuar afetando produtores rurais e agroindústrias ao longo do primeiro semestre.
