A cafeicultura acreana atingiu em 2025 o maior volume produtivo já registrado no estado, com 6.632 toneladas colhidas. O resultado representa mais do que um recorde numérico: consolida uma mudança estrutural no modelo produtivo, baseada na substituição de lavouras tradicionais por materiais clonais de alto desempenho e maior teto produtivo.
O dado confirma um processo de transformação iniciado há alguns anos, marcado pela intensificação tecnológica e pela verticalização da produção. Diferentemente de ciclos anteriores, o crescimento recente não esteve ancorado na abertura de novas áreas, mas no aumento expressivo da produtividade média, que alcançou 3.443 kg por hectare — um dos maiores patamares da Região Norte.
Esse salto técnico permitiu ao Acre praticamente dobrar sua oferta em poucos anos, superando gargalos históricos de baixa eficiência e consolidando um parque cafeeiro mais jovem e tecnificado. A estratégia reduziu o peso dos custos fixos por saca produzida e elevou a competitividade do grão acreano frente a polos tradicionais.
A combinação entre adoção massiva de cafés clonais, assistência técnica e condições agrometeorológicas favoráveis em 2025 criou um ambiente de alta performance produtiva. O resultado posiciona o estado como referência em eficiência vertical na Amazônia, mostrando que é possível ampliar produção sem necessariamente expandir fronteiras agrícolas.
Com um parque produtivo em fase de renovação e áreas ainda em formação, a tendência é de manutenção do crescimento nos próximos ciclos, consolidando a cafeicultura como um dos segmentos mais dinâmicos do agronegócio acreano.
