As exportações brasileiras de pulses — grupo que inclui feijões, ervilhas, lentilhas e grão-de-bico — registraram crescimento expressivo em 2025, impulsionadas principalmente pelo desempenho do feijão, que segue como o principal produto da pauta e consolida o Brasil como fornecedor relevante de alimentos de origem vegetal no comércio internacional.
Em 2025, os embarques de pulses avançaram 30% em relação ao ano anterior, alcançando US$ 448,1 milhões. Os feijões secos lideraram com ampla vantagem, respondendo por mais de 98% do valor total exportado no período, o que evidencia a importância estratégica do produto para o agronegócio e para a balança comercial brasileira. Também integraram a pauta as ervilhas preparadas ou conservadas, com US$ 3,9 milhões, e os feijões preparados ou conservados, que somaram US$ 859,9 mil.
Para acessar os mercados internacionais, os estabelecimentos que elaboram, beneficiam, processam, industrializam, fracionam, armazenam ou transportam produtos vegetais destinados ao consumo humano precisam cumprir os requisitos higiênico-sanitários estabelecidos na Instrução Normativa nº 23/2020. O atendimento a essas normas é fundamental para garantir a qualidade dos produtos exportados e o cumprimento dos protocolos exigidos pelos países importadores. Em situações que envolvem acordos específicos, o Ministério da Agricultura e Pecuária também fiscaliza o cumprimento das exigências sanitárias do país de destino por parte dos agentes da cadeia exportadora.
Outro ponto essencial no processo é a emissão do Certificado Sanitário Internacional de Produtos de Origem Vegetal, que atesta a conformidade dos produtos com as exigências sanitárias estabelecidas pelos países ou blocos compradores, conforme acordos firmados ou comunicações oficiais.
A Secretaria de Defesa Agropecuária promove e acompanha as ações de fiscalização e inspeção higiênico-sanitária e tecnológica dos produtos vegetais destinados à exportação. Essas atividades incluem auditorias em estabelecimentos, fiscalização de unidades de beneficiamento e empacotamento e a coleta de amostras para verificação da conformidade com os padrões oficiais de classificação.
Os feijões figuram entre os produtos mais frequentemente inspecionados, com destaque para o feijão-comum e o feijão-de-corda. O processo assegura padronização, qualidade e rastreabilidade, além de garantir a proteção do consumidor internacional e fortalecer a credibilidade do Brasil como fornecedor de produtos vegetais seguros e confiáveis.
