Criado a partir da união dos setores do comércio, da indústria e da agropecuária, o Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento tem atuado como espaço permanente de diálogo e construção de soluções para o desenvolvimento do Acre. Em avaliação do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Acre (Faeac) e do próprio fórum, Assuero Veronez, a iniciativa reforça a articulação institucional em um momento de oportunidades no mercado da carne, mas também de fortes desafios econômicos para os produtores.
Segundo Assuero, o fórum surgiu da necessidade de integrar os três segmentos que movimentam a economia e, posteriormente, passou a contar com um conselho formado por cerca de 15 ou 16 instituições, que contribuem com ideias e propostas. “Estamos intensamente envolvidos nesse trabalho”, afirma.
Ele destaca que sua postura à frente das entidades é pautada pelo diálogo e pela busca de consensos. “Sou bastante conciliador. Costumo buscar as soluções com conversa, números e racionalidade”, ressalta. O Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento conta com grupos de trabalho, além de câmaras técnicas e setoriais, que analisam os problemas identificados e constroem soluções de forma conjunta.
“O objetivo é trabalhar todos os temas que precisam ser enfrentados, com todos ajudando para desenvolver melhor o estado”, resume.
Sobre o cenário de mercado, Assuero avalia que este ano tende a ser positivo para a venda de carne, impulsionado por fatores como grandes eventos nacionais e o calendário eleitoral. Ele observa que o Brasil dispõe de um volume expressivo de produção, ao contrário dos Estados Unidos, onde o rebanho foi reduzido.
“Enquanto o rebanho americano diminuiu, o nosso aumentou. Isso explica por que o Brasil se consolidou como o maior produtor e exportador de carne do mercado”, destaca. Apesar disso, ele reforça que é fundamental continuar abrindo novos mercados e ampliando a presença internacional.
No entanto, o presidente da Faeac faz um alerta para as dificuldades enfrentadas pelo setor agropecuário. Os custos de produção seguem elevados e pressionam a rentabilidade dos produtores. “São custos muito altos, que vão complicar a vida de vários produtores”, afirma.
Ele também aponta entraves no acesso ao crédito e no relacionamento com o sistema bancário, além do avanço da inadimplência, que, segundo ele, acompanha a média nacional. Ainda assim, Assuero ressalta a resiliência do produtor rural. “O produtor não para de produzir. Ele acredita que sempre vai melhorar, mesmo com os preços das commodities muito baixos”, conclui.
