Cajá e pupunha reforçam renda de produtores em Rio Branco

Luiz Eduardo Souza

A safra de cajá e pupunha tem tomado conta das feiras livres e mercados populares de Rio Branco, reforçando a presença de frutos tradicionais da Amazônia na mesa dos acreanos e impulsionando a renda de pequenos produtores e extrativistas. Com a intensificação das chuvas nos últimos meses, a oferta aumentou e os preços se mantêm atrativos, estimulando o consumo na capital.

O cajá, conhecido pelo sabor marcante e amplamente utilizado no preparo de sucos, doces e picolés, aparece em abundância nas bancas. Nas feiras da capital, o valor da polpa de cajá varia, em média, entre R$ 12 e R$ 15, dependendo da origem e da qualidade do produto.

Já a pupunha, consumida principalmente cozida, segue como um dos produtos mais procurados do período. O cacho de pupunha pode chegar a até R$ 35 nas feiras e mercados populares, refletindo a alta demanda e os custos de colheita e transporte.

Grande parte da produção vem de áreas de agricultura familiar e de sistemas agroflorestais localizados na zona rural de Rio Branco e em municípios vizinhos, como Bujari, Porto Acre e Senador Guiomard. Para muitos produtores, a safra representa uma das principais fontes de renda no início do ano, aproveitando o aquecimento do comércio nas feiras urbanas.

Além do impacto econômico, a presença do cajá e da pupunha reforça a valorização dos alimentos regionais e da cultura alimentar amazônica. Os frutos fazem parte do cotidiano das famílias acreanas e ganham ainda mais destaque neste período de maior colheita.

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