O ano de 2026 começa com movimentação intensa no campo acreano. As primeiras safras do agronegócio no estado já começam a aparecer, especialmente nas regiões do Baixo Acre e Alto Acre, onde produtores iniciam a colheita de culturas como milho, mandioca, arroz e as áreas mais recentes de soja. O período marca um momento estratégico para avaliar o desempenho das lavouras e projetar o restante do ano agrícola.
Mesmo com oscilações no regime de chuvas registradas no fim de 2025, produtores relatam desenvolvimento considerado satisfatório em grande parte das áreas plantadas. No caso do milho e do arroz, culturas importantes para a segurança alimentar e para a economia local, a produtividade tende a ser estável, com impacto direto no abastecimento interno e na redução de custos para a pecuária.
A mandioca, base da agricultura familiar no Acre, também apresenta bom desempenho inicial, sustentando a produção de farinha e outros derivados, que seguem como importantes fontes de renda para comunidades rurais e ribeirinhas. Já a soja, que vem ganhando espaço de forma gradual no estado, inicia mais um ciclo com atenção redobrada dos produtores, especialmente em relação ao manejo do solo e ao controle de pragas.
Técnicos do setor avaliam que o início das safras de 2026 reforça a importância do planejamento agrícola e do acompanhamento climático, além de políticas públicas voltadas ao crédito rural, assistência técnica e infraestrutura logística. O cenário é de cautela, mas com otimismo moderado, principalmente entre produtores que investiram em tecnologia e diversificação.
