Alta foi impulsionada por produtos como banana, tomate e óleo de soja; capital acreana segue entre as mais baratas do país
O preço da cesta básica de alimentos em Rio Branco subiu 1,62% em outubro de 2025, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Com o aumento, o custo médio chegou a R$ 631,08, encerrando uma sequência de seis meses de queda acumulada de 6,89%.
Entre setembro e outubro, cinco dos 12 itens que compõem a cesta registraram elevação nos preços médios: banana (7,28%), tomate (4,50%), óleo de soja (4,25%), farinha de mandioca (1,72%) e carne bovina de primeira (1,15%). Em contrapartida, sete produtos apresentaram recuo, como manteiga (-3,00%), leite integral (-1,14%), açúcar cristal (-0,96%), pão francês (-0,45%), feijão carioca (-0,45%) e arroz agulhinha (-0,39%).
Para adquirir a cesta, o trabalhador rio-branquense remunerado com o salário mínimo de R$ 1.518,00 precisou trabalhar 91 horas e 28 minutos — cerca de uma hora a mais do que em setembro. O percentual de comprometimento da renda líquida (já com desconto da Previdência Social) passou de 44,23% para 44,94%.
Comparativo com outras capitais
Mesmo com a alta, o valor da cesta básica em Rio Branco continua entre os menores do país. A capital acreana ocupou a 19ª posição entre as 27 pesquisadas, com custo inferior ao de Manaus (R$ 633,25) e acima de Porto Velho (R$ 618,86).
As capitais com os maiores preços foram São Paulo (R$ 847,14), Florianópolis (R$ 824,57), Porto Alegre (R$ 823,57) e Rio de Janeiro (R$ 801,37). Já as mais baratas foram Aracaju (R$ 550,18), Maceió (R$ 592,25), Salvador (R$ 606,39) e Recife (R$ 608,03).
Rio Branco ficou ainda entre as capitais com maior variação positiva no mês, atrás apenas de São Luís (3,11%), Palmas (2,59%) e Florianópolis (1,66%).
Cenário nacional
O levantamento aponta que o custo da cesta básica aumentou em 16 das 27 capitais brasileiras em outubro. Segundo o DIEESE, os principais fatores de pressão foram o aumento dos preços de frutas, hortaliças e óleo de soja, influenciados por variações climáticas e custos de transporte.
Considerando a cesta mais cara do país, calculada em São Paulo, o DIEESE estimou que o salário mínimo ideal para garantir o sustento de uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.116,83, o equivalente a 4,69 vezes o mínimo vigente.
