O estudo “Economia e vocações da Microrregião de Sena Madureira – Ativos, travas e caminhos de desenvolvimento no Vale do Purus”, elaborado pelo Fórum Empresarial, com apoio do Sebrae/AC, apresenta um diagnóstico das principais atividades econômicas e oportunidades de desenvolvimento de Sena Madureira, Manoel Urbano e Santa Rosa do Purus.
Entre as atividades analisadas está a produção de castanha, que se destaca em Sena Madureira. Em 2024, o município produziu 1.669 toneladas, correspondentes a 16,8% da produção acreana. O estudo aponta que ampliar o beneficiamento da castanha no próprio território pode aumentar a permanência de valor econômico na região.
Outra cadeia que apresenta crescimento é a do café. Em Sena Madureira, a produção passou de 42 toneladas em 2014 para 115 toneladas em 2025. O município já conta com viveiro regional, produtores organizados e operações locais de torra, moagem e empacotamento.
Por outro lado, a mandioca apresentou forte queda. A produção da microrregião passou de 265.158 toneladas em 2014 para 49.900 toneladas em 2025, uma redução de 81,2%. O estudo aponta entre as possíveis causas a baixa remuneração do beneficiamento, a disputa por área e mão de obra com o café e a escassez de trabalhadores rurais.
O açaí e os frutos nativos também aparecem como oportunidades para a região. Em 2024, a microrregião produziu 402 toneladas de açaí, crescimento de 232% em relação a 2014. Apesar disso, o diagnóstico aponta dificuldades relacionadas à logística de coleta, ao levantamento da oferta e à cadeia de frio.
De acordo com o estudo, entre os principais caminhos para o desenvolvimento estão a melhoria da logística, do beneficiamento e da assistência técnica, além da organização dos produtores. O diagnóstico também recomenda o acompanhamento das cadeias produtivas e a criação de uma governança regional para fortalecer as atividades econômicas do Vale do Purus.
O levantamento conclui que o desafio da região não está apenas em aumentar a produção, mas em agregar mais valor ao que já é produzido, fortalecendo as cadeias existentes e aproveitando melhor as estruturas disponíveis nos municípios.
(Texto de Ana Rita Balbino, do Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento)
