As exportações brasileiras de carne bovina in natura mantêm ritmo de avanço em setembro, com aumento no volume médio diário embarcado em relação a agosto. Os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), mostram, porém, que o desempenho ainda está abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.
Na parcial de setembro, o Brasil exportou, em média, 9,792 mil toneladas de carne bovina in natura por dia. O resultado representa alta de 5% em relação à média diária de 9,319 mil toneladas registrada em agosto de 2026.
Apesar da recuperação na comparação mensal, o volume embarcado segue menor na comparação anual. Frente a setembro de 2025, a média diária das exportações apresenta queda de 32%.
O movimento acompanha um cenário de oscilações no mercado externo da carne bovina, que também influencia a dinâmica da pecuária brasileira. Para estados produtores, como o Acre, o comportamento das exportações é um dos fatores observados pelo setor, principalmente por sua relação com a demanda por animais para abate e com a formação das condições de comercialização.
No Acre, a atividade pecuária tem participação relevante na economia rural e o estado mantém fluxo de animais e carne para diferentes mercados. Por isso, os números das exportações nacionais ajudam a contextualizar o momento vivido pela cadeia, embora os dados da Secex apresentados pelo Cepea sejam referentes ao Brasil e não indiquem, isoladamente, o desempenho específico das exportações acreanas.
A diferença entre os resultados mensal e anual mostra que o mercado externo começou a apresentar recuperação no ritmo de embarques em setembro em relação a agosto, mas ainda não retomou o patamar observado um ano antes.
