Os preços de diversos produtos comercializados na Central de Abastecimento de Rio Branco (CEASA/AC) recuaram em agosto de 2026 na comparação com julho. Entre os destaques estão a batata, que teve queda de 46,35%, e a maçã, com redução de 41,39%. O mamão seguiu na direção oposta e ficou 10,22% mais caro no período.
Entre as hortaliças e legumes, a batata passou a ser comercializada a R$ 4,26 por quilo, contra o preço registrado em julho. A cebola ficou em R$ 5,02/kg, com queda de 9,75%, enquanto a cenoura chegou a R$ 6,80/kg, recuo de 7,36%.
O tomate também apresentou redução, de 8,37%, e passou a custar R$ 6,68/kg. Já a alface foi o único produto do grupo a manter estabilidade, com preço de R$ 11,90/kg, sem variação em relação ao mês anterior.
No segmento de frutas, a maçã teve a maior queda entre os produtos listados para o Acre, de 41,39%, chegando a R$ 4,63/kg. A banana ficou em R$ 1,77/kg, redução de 9,50%, enquanto a laranja passou a custar R$ 3,32/kg, com recuo de 11,39%.
O comportamento do mamão foi diferente. O produto registrou alta de 10,22% na CEASA/AC e chegou a R$ 8,00/kg. O resultado contrasta com a média ponderada nacional, que apresentou desvalorização de 10,9% no mês.
Oferta de produtos
Os dados também mostram a participação do Acre no abastecimento das centrais de comercialização. Em agosto, o estado forneceu 12.460 quilos de laranja para as Ceasas consideradas no levantamento.
No caso do mamão, foram 1.740 quilos provenientes do Acre. O volume ficou distante dos principais estados fornecedores, como Bahia, com 12,9 milhões de quilos, e Espírito Santo, com 9,7 milhões de quilos.
A produção acreana também aparece na oferta de melancia, com 133.950 quilos comercializados em agosto. O volume é inferior ao registrado por grandes fornecedores, como Goiás e Tocantins.
Na alface, o Acre participou com 647 quilos, enquanto São Paulo, principal origem entre os estados listados, registrou mais de 2 milhões de quilos.
Os números mostram um cenário de queda para a maior parte dos produtos acompanhados no mercado de Rio Branco, mas com diferenças importantes entre as mercadorias. Enquanto batata, maçã, cebola, cenoura, tomate, banana e laranja ficaram mais baratas, o mamão teve valorização no mercado acreano.
