Nova Cena

Cooperativismo mira mercado internacional e aproxima Acre da China na Expoacre

Representantes do Sicoob e da OCB afirmam que a união entre cooperativas e a abertura de novos mercados pode impulsionar o desenvolvimento econômico do estado

Por Redação ·

A internacionalização da economia acreana e o fortalecimento do cooperativismo foram os principais temas da entrevista concedida ao ac24agro, nesta quinta-feira (6), durante a Expoacre 2026, por representantes do Sistema Sicoob e da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

Participaram da conversa o CEO da Sicoob Credisul, Vilmar Saúgo, o presidente do Sistema OCB Acre, Valdemiro Rocha, e o presidente executivo do Sicoob Uniacre, Newton.

Comitiva chinesa busca oportunidades de negócios no Acre

Durante a entrevista, Vilmar Saúgo explicou que a participação da Sicoob Credisul na Expoacre está alinhada ao propósito do cooperativismo de promover o desenvolvimento regional. Segundo ele, a instituição trouxe uma comitiva de empresários chineses ao Acre para aproximar investidores e empresários locais.

“Como cooperativa, temos como princípio o desenvolvimento local. Todos os anos participamos da Expoacre e, neste ano, trouxemos uma comitiva de chineses para fomentar novos negócios. Com o apoio da ApexBrasil e de parceiros locais, queremos conectar empresários acreanos ao mercado internacional e estimular o desenvolvimento da região”, afirmou.

O executivo destacou que a Sicoob Credisul administra atualmente cerca de R$ 9,15 bilhões em ativos, possui 47 agências, mais de 160 mil cooperados e mantém seis unidades no Acre.

Após a passagem pelo estado, a missão empresarial seguirá para Vilhena (RO) e Mato Grosso.

Cooperativismo pode ampliar participação da Amazônia no comércio exterior

Para o presidente do Sistema OCB Acre, Valdemiro Rocha, o cooperativismo é uma ferramenta estratégica para ampliar a competitividade dos produtores da região, especialmente diante das oportunidades de exportação.

Segundo ele, a união dos produtores em cooperativas permite ganhar escala, agregar valor à produção e acessar mercados que, individualmente, seriam de difícil alcance.

“A Amazônia possui um enorme potencial produtivo, mas precisamos estar organizados para aproveitar essas oportunidades. O cooperativismo fortalece o pequeno e o médio produtor, facilita o acesso ao crédito, à assistência técnica e aos mercados internacionais”, destacou.

Rocha ressaltou ainda que a aproximação com investidores estrangeiros representa uma oportunidade para atrair novos negócios, incentivar a industrialização da produção local e gerar emprego e renda no estado.

Já o presidente executivo do Sicoob Uniacre, Newton, enfatizou que a integração entre cooperativas de crédito, produtores rurais, setor empresarial e instituições públicas é essencial para consolidar um ambiente favorável aos investimentos.

Segundo ele, a presença da missão empresarial chinesa durante a Expoacre demonstra que o Acre desperta interesse internacional e possui potencial para ampliar sua participação no comércio exterior, principalmente em cadeias produtivas como café, cacau, castanha, madeira manejada e produtos da bioeconomia.

Os representantes das cooperativas avaliaram que iniciativas voltadas à internacionalização da economia, aliadas ao fortalecimento do cooperativismo, podem contribuir para diversificar a matriz econômica acreana e ampliar as oportunidades de negócios para produtores e empreendedores locais.

Se você tiver as falas de Valdemiro Rocha e de Newton, posso incorporá-las ao texto para deixá-lo mais completo e fiel à entrevista.

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