O Acre voltou a se destacar no cenário econômico nacional. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o estado registrou crescimento de 1,5% no volume de vendas do comércio varejista em maio, na comparação com abril, desempenho que colocou o estado entre os melhores resultados do país e o maior da Região Norte.
O resultado supera com folga a média nacional, que apresentou alta de apenas 0,1% no período, após queda de 1,6% registrada em abril. No acumulado do ano, o comércio varejista brasileiro cresce 1,7%, enquanto, nos últimos 12 meses, o avanço é de 1,4%.
Entre as 27 unidades da Federação, apenas o Distrito Federal (1,6%) teve desempenho superior ao do Acre. Alagoas e Paraíba também registraram crescimento de 1,5%. Na Região Norte, o contraste foi evidente: Rondônia (-3,4%), Roraima (-3,4%) e Amazonas (-2,8%) figuraram entre as maiores quedas do país.
O desempenho positivo do Acre ocorre em um momento de fortalecimento da economia estadual, impulsionada principalmente pelo agronegócio. O avanço da cafeicultura, da produção de grãos, da pecuária e dos investimentos públicos em mecanização, assistência técnica e infraestrutura rural tem aumentado a circulação de renda no interior, refletindo também no comércio das cidades.
No cenário nacional, o crescimento do varejo foi sustentado principalmente pelos segmentos de livros, jornais e papelaria (15,2%), tecidos, vestuário e calçados (3,1%), móveis e eletrodomésticos (2,7%), artigos farmacêuticos (1,4%) e combustíveis e lubrificantes (1,1%) na comparação com abril. Em contrapartida, supermercados e hipermercados registraram retração de 1,5%, enquanto equipamentos de informática caíram 1,7%.
Já o comércio varejista ampliado — que inclui veículos, material de construção e atacado de alimentos — apresentou queda de 0,2% no país em relação a abril. Apesar disso, os segmentos de veículos e motocicletas (1,8%) e material de construção (2,1%) registraram crescimento no período.
Para especialistas, o bom desempenho do Acre indica maior dinamismo da economia estadual e reforça a importância do agronegócio como motor do desenvolvimento regional. A expansão da produção agrícola e pecuária aumenta a demanda por insumos, máquinas, combustíveis, veículos e serviços, movimentando diferentes setores da economia e contribuindo para o fortalecimento do comércio local.
