Cesta Básica

Rio Branco registra terceira maior alta da cesta básica entre as capitais do Norte em junho

Levantamento da Conab e do Dieese mostra que custo dos alimentos subiu 2,20% na capital acreana, atrás apenas de Boa Vista e Palmas

Por Redação ·

O custo da cesta básica voltou a subir em Rio Branco no mês de junho, colocando a capital acreana entre as que registraram os maiores aumentos do país. De acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a alta foi de 2,20% em relação a maio, a terceira maior entre as capitais da Região Norte.

Na comparação regional, Boa Vista liderou o aumento dos preços, com alta de 3,28%, seguida por Palmas, com 3,01%, enquanto Rio Branco aparece na terceira posição, à frente de outras capitais nortistas pesquisadas. O resultado indica que o Acre segue enfrentando pressão no custo dos alimentos básicos, acima da média observada em boa parte do país, onde dez capitais registraram queda nos preços da cesta.

Entre os produtos que mais pressionaram os preços na Região Norte está o arroz, que apresentou uma das maiores altas justamente em Rio Branco. O cereal ficou 5,01% mais caro na capital acreana, atrás apenas de Macapá, onde a elevação foi de 5,08%. Segundo a Conab e o Dieese, apesar do aumento da oferta com o encerramento da colheita, o crescimento das exportações, impulsionado pelo câmbio favorável e pela demanda externa, sustentou a valorização do produto em parte das capitais.

Outro alimento que continuou pressionando o orçamento das famílias foi o feijão, cujo preço aumentou em todas as 27 capitais pesquisadas. A valorização decorre da redução da área cultivada e dos problemas climáticos que afetaram a primeira e a segunda safras em diversas regiões do país.

Em contrapartida, alguns produtos apresentaram alívio nos preços. O café em pó e o açúcar registraram queda na maior parte das capitais brasileiras devido ao avanço das colheitas, enquanto o óleo de soja também ficou mais barato em grande parte do país, favorecido pela maior oferta e pela demanda por biocombustíveis abaixo do esperado.

O levantamento mostra ainda que, embora o maior custo da cesta básica esteja concentrado em capitais como São Paulo (R$ 965,47), Cuiabá (R$ 937,93), Rio de Janeiro (R$ 920,94) e Florianópolis (R$ 918,42), as capitais da Região Norte continuam enfrentando forte pressão inflacionária em alimentos específicos, refletindo fatores logísticos, climáticos e de abastecimento que impactam diretamente o bolso dos consumidores.

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