O Conselho Nacional de Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP), em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), lançou a primeira chamada pública do Programa Desafios da Amazônia, iniciativa que irá destinar R$ 107,1 milhões para financiar projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) voltados à sociobioeconomia da Amazônia Legal.
Os recursos são provenientes do Fundo Amazônia, que aportará R$ 72 milhões, enquanto outros R$ 35,1 milhões serão disponibilizados como contrapartida pelas Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs). O objetivo é apoiar projetos que apresentem soluções inovadoras para desafios enfrentados por cadeias produtivas da região, como produção, colheita, transporte, beneficiamento, armazenamento e comercialização de produtos da sociobioeconomia.
As propostas deverão ser apresentadas por Redes de Pesquisa e Inovação, formadas por Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs), em parceria com Organizações Socioprodutivas (OSPs), como cooperativas e associações comunitárias da Amazônia Legal. Cada projeto poderá solicitar entre R$ 6 milhões e R$ 8 milhões do Fundo Amazônia, além das contrapartidas das FAPs, respeitando o limite máximo de R$ 10 milhões por proposta.
As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo sistema SIGCONFAP. A submissão das pré-propostas começou em 1º de julho e segue aberta até 1º de setembro de 2026, às 18h (horário de Brasília). Já o prazo para envio das propostas finais termina em 8 de dezembro de 2026, também às 18h.
Segundo os organizadores, o programa busca aproximar a ciência das demandas das comunidades amazônicas, incentivando pesquisas que gerem impactos concretos na geração de renda, no fortalecimento das cadeias produtivas sustentáveis e na conservação da floresta. As propostas devem apresentar soluções aplicáveis para problemas científicos e tecnológicos enfrentados pelos empreendimentos da sociobioeconomia amazônica.
