Produção de macaxeira é a principal atividade agrícola do Acre

Chefe da Divisão de Sociobioeconomia da Secretaria de Estado de Agricultura, Eneide Fernandes, lembra que a mandiocultura responde por 39% do Valor Bruto da Produção Agrícola do Acre

Itaan Arruda
Está acontecendo uma mudança de cultura em direção às "boas práticas na produção de farinha. (Foto: Iago Nascimento)

A chefe da Divisão de Sociobioeconomia da Secretaria de Estado de Agricultura, Eneide Fernandes, afirmou que a produção de macaxeira ainda é a principal atividade agrícola do Acre.

A afirmação pode causar algum estranhamento diante do volume de informações e diante da repercussão do impacto de outras culturas nos últimos 10 anos no Acre, não apenas no noticiário, mas na própria agenda pública dos governos e prefeituras. Há uma supervalorização da soja, do milho e do café, os três produtos de que mais se fala recentemente no Acre.

“É a principal atividade econômica do Estado do Acre, responsável por trinta e nove por cento da produção agrícola do Acre é a mandiocultura”, contabiliza Eneide Fernandes, chefe da Divisão de Sociobioeconomia da Seagri.

Para ela, a forma de produção tem melhorado ao longo do tempo. As Boas Práticas de Produção de Macaxeira, no entendimento de Fernandes, tem melhorado. Ela lembrou que a distribuição, por parte do Governo do Acre, de instrumentos que agilizam e tornam mais eficazes os processos produtivos trouxe ganhos de qualidade no manejo feito pelo produtor.

Ela lembrou que, ainda na época em que a Seagri era Seater (Secretaria de Estado de Agricultura, Assistência Técnica e Extensão Rural) foram construídas e instaladas 32 casas de farinha no Acre já com referencial de produção nas “boas práticas de produção”. “Essas casas estão em pleno funcionamento”, afirma a Fernandes. Isso provocou uma mudança na cultura, na forma de fazer a farinha, com a perspectiva de que “farinha boa é farinha feita em ‘catitu’ [casa de farinha rústica, de chão batido e sem condições sanitárias adequadas]. “Ainda temos muito [catitu], mas está acontecendo uma transição. As pessoas estão se conscientizando que a produção de alimento requer cuidados específicos. É necessário ter o mínimo de boas práticas”.

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